domingo, 13 de junho de 2010

Brincando com a luz descobre-se a sombra


Tema: Luz e sombra
Período: uma semana
Turma: Jardim III (de 5 a 6 anos)



Justificativa: “As crianças exploram o espaço ao seu redor e, progressivamente, por meio da percepção e da maior coordenação de movimentos, descobrem profundidades, analisam objetos, formas, dimensões, organizam mentalmente seus deslocamentos. Aos poucos, também antecipam seus deslocamentos, podendo representá-los por meio de desenhos, estabelecendo relações de contorno e vizinhança. Uma rica experiência nesse campo possibilita a construção de sistemas de referências mentais mais amplos que permitem às crianças estreitarem a relação entre o observado e o representado.”

Objetivos Gerais: Por meio deste projeto almeja-se desenvolveu-se nos discentes a capacidade de observação de diferentes iluminações e sombras proporcionadas pela jogo de localização dos objetos e corpos num dado ambiente.


Planejamento


Segunda-feira

– Observação da imagem de várias crianças brincando com a luz do sol e a sombra de seus corpos. Comentários.

– Ida ao pátio pata observação das sombras dos objetos, plantas e colegas. Brincadeira de “Caça à sombra”. ( Os alunos deverão encontrar a sombra citada pela professora. Ex: Sombra da árvore, do escorrega, do colega “Tal”, etc...)

- Leitura do texto “O que é, o que é?”

– Respondendo oralmente as Adivinhações:
O que é , o que é, é pra andar mas não anda? Rua
O que é , o que é, é surdo mas conta tudo? Livro
O que é , o que é, é cai em pé e corre deitada? Chuva
O que é , o que é, tem coroa mas não é rei. Tem escamas mas não é peixe? Abacaxi

–Desenho das respostas das adivinhações ora respondidas. Devendo organizá-las na ordem em que as perguntas foram feitas. Rua, livro, chuva e abacaxi, exercitando a memória.

Terça-feira

–Atividade: Relação de imagem e sombra (silhueta) de objeto, animal ou pessoa.


–Distribuição de envelopes com diversas silhuetas de diversos objetos, representando as sombras deles, e o respectivo desenho para associação. Assim, para o desenho de uma flor, haverá também no envelope a silhueta da mesma imagem.


– Cada aluno recebeu um pequeno envelope, dentro dele estavam quatro “sombras”, mas não os desenhos que os representavam. Dessa forma, os discentes tiveram que perceber que objeto tal sombra representava. Todos os envelopes tinham as mesmas sombras. Após terem percebido as formas os alunos escreverão, segundo suas hipóteses, as palavras que os denominavam. Nessa atividade esperava-se que o aluno representasse através de letras ou símbolos a percepção que tem de cada palavra


– Os alunos colaram as “sombras” ao lado de cada “palavra” escrita por eles, de acordo com a denominação de cada uma.


– A professora escreveu com a participação dos alunos, no quadro, as palavras da maneira correta, a fim de que percebessem os possíveis enganos. Em seguida, escreveram abaixo das palavras ora escritas espontaneamente as palavras corretas.


Quarta-feira


– Teatro de sombras com silhuetas dos personagens. Foi contada a história da Cinderela de maneira diferenciada, improvisada e divertida.


– Os alunos confeccionaram as sombras dos mesmos personagens a partir de desenhos em cartolina. Em seguida contaram a história utilizando uma lanterna e um tecido branco.


Quinta-feira


–Projeção de desenhos com celofane e lanterna. Os desenhos foram feitos com caneta de projetor. Ao final da demonstração os alunos fizeram os próprios desenhos no celofane e experimentaram a atividade.


– Os alunos levantaram hipóteses para a explicação do fenômeno ora apresentado, dando sugestões de variações desta, pensando que outros materiais poderiam ser utilizados para a passagem da luz, experimentando, na medida do possível, as hipóteses.


– Montagem da palavra sombra com alfabeto móvel imantado. Desafio: montar outras palavras iniciadas pela letra S.(serão trabalhadas, no mínimo duas palavras e no máximo quatro)


– Atividade: Encontre no jornal três palavras que tenham a letra no início e três com a letra s no final. Em seguida cole no diário de bordo.



Sexta-feira


– À sombra de uma árvore: foram realizadas diversas atividades.


*Joguinhos: memória e tampinhas do tapete alfabético (os alunos deverão encontrar as tampinhas que tiverem desenhos os quais tenham a palavra que os representa escritas com a letra S)


*Histórias: Foram lidas duas histórias enquanto os alunos estavam deitados na grama. Em seguida eles foram instigados a escolher um livro para ler deitados.


*Lanche: Piquenique.


*Brincadeira livre!




O mistério da torneira


Tema: Água
Período: uma semana
Turma: Jardim III (de 5 a 6 anos)

Justificativa: “A compreensão de que há uma relação entre os fenômenos naturais e a vida humana é um importante aprendizado para a criança. A partir de questionamentos sobre tais fenômenos, as crianças poderão refletir sobre o funcionamento da natureza, seus ciclos e ritmos de tempo e sobre a relação que o homem estabelece com ela, o que lhes possibilitará, entre outras coisas, ampliar seus conhecimentos e rever e reformular as explicações que possuem sobre eles.” (PCN da Educação Infantil)

Objetivos Gerais: Por meio deste projeto os alunos puderam, através da ludicidade, descobrir a origem da água que sai das torneiras. Os benefícios que ela proporciona, a importância de sua utilização com responsabilidade e alguns outros aspectos relacionados ao assunto.
Planejamento

Segunda-feira:

Atividade de abertura: Chegou na sala de aula um envelope preto com um ponto de interrogação vermelho recortado em cartolina laminada. Dentro do envelope havia uma folha com o seguinte texto:


Caros miúdos...

...preciso da ajuda de vocês para resolver um grande mistério. “O mistério da torneira”. Várias crianças do mundo querem saber de onde vem a água que sai das torneiras. Tenho muitas idéias e muitas dúvidas também. Por favor, descubram pistas...

...manterei contato.


Detetive Augá


– Resposta oral, desenho e escrita da pergunta: Onde encontramos água?

– Observação do mapa mundial e percepção da quantidade de terra e de água no planeta.

– Música: Planeta Água. Encontraremos na letra da música as palavras planeta e água.

– No caderno de desenho representação do mapa mundial com tinta guache. Anotação das descobertas do dia no diário de bordo para posterior passagem de informações a Det. Augá.

Terça-feira

–Dentro de saco preto com o ponto de interrogação vermelho coloquei o livro “As fadas nos falam de autoestima”. A história fala de uma fadinha que ficou encarregada de cuidar da água do planeta. Nas últimas páginas aparece a ilustração do ciclo da água, esta foi utilizada como base para a explicação de tal fenômeno natural. O saco preto foi deixado na pracinha em lugar estrategicamente deixado para que os alunos o encontrassem.

-Demonstração da mudança de estado físico da água com a utilização de gelo e água quente.
*uma pedra de gelo foi colocada em um pequeno prato, ao lado de um copo com água quente, para a observação da evaporação (fumaça). Em cima do recipiente com água quente foi colocado uma tampa e esperamos alguns minutos para o acúmulo de gotas e seguida demonstração aos discentes. No término do tempo os alunos perceberam que parte do gelo havia derretido e se transformado em água e o vapor do copo, acumulado na tampa, também havia se transformado em líquido.

– No caderno de desenho ilustração do ciclo da água e da experiência científica.

Quarta-feira

– Os alunos receberam uma ligação da Det. Augá. Ela deixou uma questão a ser discutida: “Pra que serve a água?”

– Ao término das hipóteses os alunos registraram no diário de bordo as conclusões, através de desenhos.

– Palestra do representante da Corsan sobre tratamento da água.

– Construção coletiva de um filtro artesanal com garrafa pet. Anotação das etapas da construção do filtro.

Quinta-feira

– Imagem de vídeo com mensagem da Det. Augá. Sua imagem total não foi vista pelas crianças aparecia apenas uma pessoa de costas com um grande chapéu e um casaco grande. Ela disse: “Miúdos vocês já sabem que encontramos água nos rios , mares, na chuva, pra que usamos a água, que ela deve ser tratada...enfim... Mas ainda tem uma coisa que eu quero que vocês descubram: Onde mais podemos encontrar água?”
Na gravação desta mensagem a Detetive mostrou aos alunos uma pequena caixa, dentro dela havia uma série de figuras, os alunos deveriam descobrir quais delas representam itens que contém água. Entre as figuras haviam frutas, legumes, animais, pessoas, e outros objetos. Os discentes receberam a tal caixa para organizarem de acordo com suas hipóteses as figuras em dois grupos: Contém água e Não contém água. Preparei duas amostras para demonstração da existência de água, uma fruta e um legume.

-Organização de dois painéis com a colagem das figuras.

Sexta-feira

– Uma garrafinha com água suja será deixada na janela da sala com uma etiqueta (Aos cuidados do Jardim III). Na etiqueta haveia vários pontos de interrogações e uma assinatura: Det. Augá. O conteúdo foi analisado e a professora iniciou uma conversa sobre poluição.

– Observação de imagens de água poluída, como rios e lagos.

– Causas da poluição da água, conclusões dos alunos escritas em texto coletivo.

– Atualização das informações descobertas sobre a água no diário de bordo e carta final para Detetive Augá.

– Colagem de lã azul na palavra água em inglês.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Oficina pedagógica - solicite uma

Amigas e amigos

Esta semana organizei algumas atividades para uma oficina pedagógica da escola onde trabalho, Gente Miúda, em Rio Grande. Eu e as colegas compartilhamos muitas ideias e experiências e foi tão proveitosa a conversa que resolvi dividir com vocês. Logo abaixo você confere as sugestões que levei e durante a semana postarei algumas coisinhas mais. Confira!




Textos Enlatados:

Esta ideia partiu de uma navegada no blog da Jacirinha. Vi uma foto de uma latinha decorada em E.V.A. que dizia: Texto enlatado. Fiquei interessada e pesquisei sobre o tema, porém, nada encontrei além da imagem de Jacirinha. Como vocês sabem adoro trabalhar com alfabetização então fiquei imaginando mil maneiras de se utilizar essa ideia, principalmente com turminhas de primeiro ano. Assim, bolei o seguinte esquema:

Dentro de cada lata deverá conter diferentes tipos de textos, tais como: poesia, parlendas, tirinhas em quadrinhos, músicas, piadas, além de palavras e desenhos. Usando-se da ludicidade, minha proposta é que o professor vista-se de balconista e faça o papel de vendedor de alimentos para o cérebro. Fazendo uma analogia a alimentação convencional, pode-se dizer aos pequenos que para alimentar o corpo consumimos arroz, feijão, leite...enquanto para alimentarmos a inteligência e fortalecer o cérebro precisamos de informações e/ou palavras contidas nos textos. Assim, apresentam-se as latinhas aos discentes, dizendo que em cada uma existe um tipo de alimento/texto. Para cada tipo de texto elaborei algumas sugestões de atividades.


*Texto Rimado:

Com base no verso: "Batatinha quando nasce... ", sugiro que todos os alunos recebam o texto para acompanhar a leitura em grupo. Após leitura, identificar e circular a palavra "batatinha".

Brincadeira: Batata quente.

Componentes: Batata confeccionada com TNT, lã, olhinhos de papelão, saquinho com as letras do alfabeto.
Número de participantes: toda turma em círculo.
Regras: Ao som de uma música a batata-quente deverá passar de mão em mão. Quando a música parar, o aluno que estiver com a batata na mão deverá retirar do saquinho uma letra do alfabeto, mostrar para os colegas, dizer qual é a letra. Recomeçar a música e continuar a brincadeira até quando for de interesse da turma.


Brincadeira de roda (Ciranda Cirandinha) com versinhos:


*Quando eu era pequeninho
Aprendi o ABC
Agora que sou grandinho
Eu só sei amar você

*Amiga eu tenho; amiga terei
amiga como você jamais esquecerei

*Fui a feira comprar uva,
Encontrei uma coruja
Pisei no rabo dela
Ela me chamou de cara suja

*Sou pequeninho
do tamanho de um botão
Carrego papai no bolso
e a mamãe no coração


Para adaptar aos maternais, sugiro a história "A sementinha que não queria nascer"que encontras no blog http://mundinhodacrianca.blogspot.com/

*Texto quebrado:

Com base na parlenda: 1,2 feijão com arroz

Dentro de uma das latas haverão vários recortes das frases que compõe a parlenda. Os devem receber a parlenda em pedaços para montar o texto no caderno conforme cartaz utilizado para leitura com a turma. Pintar com lápis de cor a palavra "feijão".

Construção de um livro ou varal de números com diversas colagens. Em cada página deve haver apenas um número e cada um deles com a colagem de um material diferente conforme imagem da postagem "Recursos que auxiliam na linguagem matemática"


*Texto Moído:


Escolher um pequeno texto para leitura com a turma com um cartaz. Circular e contar todas as palavras do cartaz com a turma.

Colocar dentro da lata, além das utilizadas no texto, diversas palavras coladas em pequenos pedaços de cartonas, formando cartinhas. Em duplas ou em grupos, os alunos poderão jogar a "Guerrinha das palavras". Um aluno por vez retira da lata uma palavra e conta quantas letras têm. Vence aquele que tiver a palavra com mais letras.

*Texto cantado:


Com base na música: "Sapo jururu na beira do rio..."


Com maternal: Trabalhar a palavra jururu, sinônimo de triste. Mostrar aos alunos diferentes expressões faciais fazendo o exercício de expressão com eles. Construir faces com pratinhos de papelão.


Com jardim: Pode-se falar sobre o nascimento dos girinos.


*Texto em tirinhas:


Deixar que os alunos observem e manuseiem vários gibis. Mostrar a diferença entre as histórias e as tirinhas. Retirar da lata e distribuir tirinhas para interpretação. Construção de tirinhas: fazendo só os desenhos; escrevendo as falas com a ajuda professora; criando o próximo quadrinho.


*Texto engraçado:


Contar piadas para os alunos:


Um menino foi até o sorveteiro e perguntou:

-Tem sorvete de ervilhas?

-Não.

No outro dia ele voltou e perguntou de novo:

-Tem sorvete de ervilhas?

-Não.

Então o sorveteiro pensou:

-Se eu fizer um sorvete de ervilhas para este menino, ele vai parar de me encher.E ele fez o tal sorvete. No dia seguinte, o menino voltou lá e peguntou:

-Tem sorvete de ervilhas?

-Tem.

-Eca!


Qual o cachorro que não tem rabo?

R.: o cachorro-quente.


O que o cadarço falou para o tênis?

R.: 'Estou amarradão em você."


Por que a água foi presa?

R.: Porque matou a sede.


Concurso de piadas: Cada criança recebe material para confecionar duas placas, devendo colorir um círculo de cartolina de verde e outra de vermelho, em seguida colá-la em um palito de picolé. Quando um colega conta uma piada os demais julgam-na, a professora auxilia na contagem dos pontos. Cada placa verde vale 2 pontos enquanto a vermelha vale 1.


*Texto desenhado:


O professor deve preparar um cartaz com um pequeno texto e algumas lacunas. Nos espaços deverão ser coladas imagens escolhidas pelos alunos entre um leque de cartas/imagens. Deve haver uma quantidade de cartas/imagens maior do que o número de lacunas para que as cartas excedentes sejam organizadas no *Tapete Alfabético (confira essa postagem ).

Exercício: Cada criança retira da lata três para a construção de uma frase no caderno, utilizando a mesma ideia do texto.



Caixa de histórias

*Uma caixa colorida com uma abertura que não permita que se veja o conteúdo de dentro é disponibilizada a turma. Antes de retirar uma imagem de dentro da caixa o aluno deve pegar uma carta do baralho (neste baralho haverão as opções: 1, 2 ou PARE) Se tirar uma carta com o número 2, o aluno deve pegar da caixa duas imagens e criar uma frase que envolva essas imagens. O colega seguinte, retira outra carta e pega na caixa a quantidade de imagens correspondente. A história continua até que uma criança pegue uma carta que diga PARE, essa deverá dar um desfecho para a trama.

*Variação : Sentados em um círculo cada aluno tira uma carta para criar uma pequena história. Depois escolhe um colega para misturar as histórias.

*Variação: Os alunos deverão criar uma história coletiva, cada um tirando uma imagem de cada vez da caixa.


Caixa surpresa

Um objeto é colocado dentro de uma caixa sem que os alunos vejam. A professora dá três dicas para que eles adivinhem o que é. É dado aos discentes a oportunidade de dar sua hipótese sobre o conteúdo da caixa. É importante que essas hipóteses sejam anotadas. Depois de revelado o conteúdo perguntasse aos alunos que outras dicas poderiam ter sido usadas para tal objeto. Sugiro que esta caixa vá para casa dos alunos para que, com a família, escolham um objeto para colocar na caixa e criem três dicas sobre tal, para que os colegas e professora descubram.

Talharim:

Vi essa ideia no endereçohttp://inclusaoaee.files.wordpress.com/, e achei muito interessante.
Em uma panela coloque várias tirinhas de EVA amarelo, simbolizando o macarrão tipo talharim. Na ponta de cada tirinha cole um pequeno papelzinho com uma letrinha. Distribua pratinhos de papelão e garfos. Deixe que as crianças sirvam o macarrão no prato livremente. Em seguida cite uma palavra ou mostre uma figura para os alunos eles deverão perceber qual é a letra inicial da palavra e procurar em seu prato a "massinha" que tem a tal letra. Tanto a retirada do macarrão da panela quanto a procura no prato devem ser feitas com garfo.


O Talharim fez sucesso com as profes



Aqui a Caixa Surpresa
Dicas: 1. Tem em vários tamanhos mas um só formato
2. Dentro dela há muito poder
3. Foi criada a mais de mil anos
R.: Bíblia











sábado, 29 de maio de 2010

Notícias de Marcelo

No início do ano passado a fim de iniciar as atividades de escrita optei por partir dos nomes dos alunos. Creio na ludicidade como ferramenta inseparável do professor de educação infantil e por isso trouxe para a sala de aula um “amigo”, um fantoche. Escolhemos o nome Marcelo para o grande amigo que nos auxiliou na significação e apropriação das primeiras letras por parte dos pequenos. Ao final do projeto Marcelo deixou tantas saudades, que meses depois resolvi que ele iria retornar a sala. Criei então o projeto “Notícias de Marcelo”. O amigo enviou uma carta para a turma dizendo que estava com muitas saudades e esteve viajando por vários lugares do Brasil. Nesta carta Marcelo pediu o endereço dos alunos e dias depois chegou uma carta em cada casa. Foi uma alegria só! Cada qual queria contar as suas novidades.
Em cada carta Marcelo contava uma experiência diferente, falando dos lugares que conheceu e das brincadeiras e costumes que aprendeu pelas regiões do Brasil. Para entender melhor os passeios de Marcelo estudamos alguns lugares e costumes citados nas cartas.

Goiás: Estudamos sobre o mercado Ver-o-peso, construído em 27/03/1687. Neste dia fizemos uma brincadeira com uma balança de cozinha pesando alguns objetos da sala, a cada pesagem os alunos deveriam anotar por desenho o objeto e o numeral que correspondesse o peso.

Rio Grande do Sul: Cidade de Gramado, Lago Negro e Estádio Olímpico. Com tinta guache fizemos a pintura das hortênsias, do lago e pedalinhos.

Rio de Janeiro: Pão de açúcar e história do carnaval. Confecção de máscaras e bailinho.

Bahia: Vatapá e Elevador Lacerda. Acompanhamento da leitura em cartaz da receita do vatapá e montagem de um segundo cartaz com a colagem de imagens dos ingredientes.

Pará: Dança do Carimbó com montagem de coreografia para apresentação para as demais turmas.

*A cada estudo íamos marcando com alfinetes as regiões visitadas por Marcelo em um mapa do Brasil confeccionado em isopor e tinta guache. Fizemos então no caderno o desenho do mapa da viagem de Marcelo com a trajetória dele. Na sexta-feira, Marcelo Chegou na escola dentro de uma mala. Os alunos abriram-na e o encontraram em meio a vários objetos trazidos das diversas cidades que ele visitou. Haviam na mala: uma camiseta do Grêmio (estádio Olímpico) , flauta (carimbó), cartão postal de Gramado, uma balança(mercado Ver-o-peso) entre outros...

Cientista desde Miúdo

Este projeto relata um trabalho do ensino de ciências naturais em uma escola de Educação Infantil na cidade de Rio Grande com uma turma de Jardim II. Com as atividades realizadas desenvolvi diversas experiências científicas despertando e/ou intensificando nos discentes a curiosidade em desvendar os mistérios de alguns fenômenos. Todas as descobertas foram registradas no diário de bordo e algumas situações renderam ótimas fotos! Confira os planejamentos:


Escolhi uma das histórias do Almanaque do Franginha, da turma da Mônica, que você encontra no endereço: http://books.google.com.br . Depois de ler a história chamei atenção dos alunos para a “profissão” do Franginha e as especificidades das funções de um cientista. Observamos as roupas do personagem, o ambiente em que faz suas invenções e descobertas. Conversei com a turma sobre a importância do trabalho dos cientistas na sociedade e os convidei a ser cientista por uma semana. A turminha ficou alvoroçada, nosso primeiro experimento:

*Flutuação:

Separei uma grande bacia transparente com água pela metade. Organizei em cima de uma mesa vários objetos de diferentes formatos, tamanhos e pesos. Os alunos, vestidos como um cientista, de jaleco e óculos de grau, puderam observar todos os materiais. Ao redor da bacia os alunos ficaram atentos à atividade. Fui escolhendo um objeto por vez e antes de mergulhar na água perguntava ao grupo: Vai afundar ou flutuar? Em seguida das respostas colocava o objetos na água para que pudessem confirmar ou não as hipóteses. Quando todos os objetos foram mergulhados os alunos registraram o experimento no diário de bordo através de dois desenhos a bacia e um paralelo com os itens FLUTUA e NÃO FLUTUA.

*Misturas de líquidos:

Deixei em cima da mesa quatro copos transparentes, cada um com uma substância diferente, água, álcool, mel e óleo. Disse aos alunos que pretendia misturá-las em um quinto copo. Perguntei o que eles achavam que iria acontecer. Depois que todos apresentaram suas idéias, pedi a colaboração de cinco alunos para realizar o experimento. Primeiro colocamos água e seguida colocamos álcool. A cada passo da mistura íamos pensando sobre as primeiras hipóteses e ao final da atividade o registro no diário de bordo foi feito também.

*Misturas de Tintas:

Com tinta guache em papel A3 fizemos as seguintes combinações: Amarelo+ verde; vermelho + azul; branco + preto; vermelho + branco; e outras sugeridas pelos discentes. Depois de verificar os resultados reproduzimos as mesmas misturas em tampinhas de garrafa pet e as colamos em um cartaz para exposição.

*Descoloração:

Mergulhamos pedaços de papel crepom verde e folhas verdes de árvore em álcool. Cada substância sólida em um copo diferente. Expliquei que a cor esverdeada dos dois líquidos se davam pela diluição de dois/duas pigmentos/tintas diferentes, a tinta do crepom e a clorofila das folhas. Levei os alunos ao pátio da escola para cobrirmos uma parte do gramado da pracinha com um balde e lhes expliquei que podíamos ver desmerecimentos da grama pela falta de luz do sol. Ficamos de voltar ali depois de dois dias. Para registro dos resultados fizemos um desenho no diário de bordo.

*Deslocamento de ar:

Cada aluno recebeu uma garrafa pet de 600 ml e uma tampinha de caneta. Colocamos água até quatro dedos antes do gargalo. Mostrei aos discentes que se apertassem a garrafa na metade a água subia e fazia com que a tampinha se aproximasse da extremidade. Quando percebessem que a tampinha fosse cair deveriam soltar a garrafa aos poucos fazendo com que o nível da água diminuísse e a tampa voltasse ao local de origem.





sexta-feira, 28 de maio de 2010

Tapete de Histórias

Resumo:

O presente trabalho relata um projeto de ensino intitulado Tapete de Histórias, realizado em uma escola de educação infantil da cidade do Rio Grande com uma turma de jardim II. O objetivo da atividade foi a partir de histórias infantis montar um tapete com a ilustração dos principais personagens e posteriormente instigar os alunos a relembrar e recontar as mesmas histórias podendo dar a elas um final diferente ou ainda criar outras tramas, usando ou não os mesmos personagens. O desenvolvimento do projeto teve duração de duas semanas, nas quais foram realizadas diversas atividades. A montagem do tapete encantou a turma, despertando a curiosidade e o interesse dos alunos pelo mundo da leitura, provocando nos discentes o desejo de aprender a ler, através do mundo da fantasia. Através de brincadeiras de faz-de-conta os pequeninos foram reconhecendo, descobrindo e apropriando-se de códigos lingüísticos e da estrutura da escrita apresentada nos diversos textos. E, a cada nova atividade o tapete ia se completando e colorindo o ambiente. Assim, ao longo do projeto experimentei o privilegio de observar a motivação de cada discente em desvendar e inserir-se espontaneamente no mundo da leitura. Muito feliz com a participação das crianças, creio que os dias vividos com o tapete de histórias jamais serão esquecidos.Confira algumas fotos e detalhes do projeto realizado em duas semanas.
*Na primeira etapa, contei uma história em cada dia, e fui colocando em um painel partes de um tapete que no final de oito dias foi montado com alinhavos em sala de aula.
*Na segunda os pequenos foram relembrando todas as tramas. Cada aluno ficou responsável por uma história. De uma caixa eram sorteados envelopes coloridos, na frente deste havia o nome da história, a criança deveria identificar no tapete a ilustração daquela que havia sorteado.
* Sentadinho no "quadrado" corresponde o discente tinha a liberdade de recontar a história colocando outros personagens e/ou criando finais diferentes. Dentro dos envelopes haviam diversas atividades de acordo com o tema da história. Ao final da aula colávamos o envelope num painel e escrevíamos o nome do contador da história em uma lista.
Para cada história, na primeira etapa, escolhi uma maneira diferente pra contar:
Cachinhos Dourados: Foram utilizados três ursos de pelúcia e pequenas mobílias, representando a casa da família urso, uma pequena boneca lora simbolizou Cachinhos Dourados.
A formiguinha e a Neve: Os alunos deitaram em colchonetes com os olhos vendados, e emquanto tocava uma música instrumental fui narrando a história.
João e o pé de feijão: Utilizei diferentes indumentárias para representar os personagens da história. Um avental, enquanto encenava as falas da mãe, um chapéu de palha para João, uma manta de tricô para a senhora que encontra João na rua e grandes sapatos para respresentar o gigante.
A Galinha Ruiva: Enquanto contava a história ia improvisando desenhos no quadro.
O macaco e o coelho: Desenhos das cenas, colorido com giz de cera e canetinhas, colados em cartona serviram de apoio visual para essa narrativa.
O coelhinho Juca: Fantoches de cartolina em palitos de picolé serviram de suporte para essa história.
Os três porquinhos: DVD e pipoca.
Dona Baratinha: Com o apoio de outras professoras montei uma pequena peça de teatro e convidei as demais turmas para assistir.
No painel de controle dos contadores de história, as bolinhas coloridas coincidiam com a cor dos envelopes, indicando qual história o aluno havia contado.














































quinta-feira, 27 de maio de 2010

Recursos que auxiliam a Linguagem Matemática.

Caixa de Números:
Objetivando o contato com conceitos matemáticos de forma prática e cotidiana, trago alguns recursos facilitadores para tal tarefa.

Público Alvo: 2°, 3°, 4° ano do ensino fundamental







A caixa numérica poderá ser aproveitada para diversos encaminhamentos metodológicos, dependendo somente da necessidade da turma, dos conteúdos que se pretendem desenvolver e da criatividade do professor.




Servi-me da caixa em uma turma de segundo ano que estive enquanto regente no ano de 2009. Dentre tantas atividades que fiz gostaria de pontuar uma realizada por todos nós no nosso tempo de escola, que analisando hoje é minmônica e enfadonha, mas faz parte do curriculo, o bendito "escreve como se lê". Para tal exercício, propus uma disputa entre duas equipes em que as crianças sorteavam uma bolinha, corriam até o quadro e escreviam com palavras a conceitualização daquele número. Este procedimento, retirava as crianças de exercícios repetitidos no caderno, mexia com o corpo e oportunizava momentos de interação e descontração, aprendendo brincando. Recordo que também a usamos para cálculos mentais, prolematizações matemáticas, reconhecimento do numeral etc.







Cartelas Numéricas:

Público Alvo: educação infantil e 1° ano

As cartelas auxiliam os pequenos a construirem o conceito de numeral entendo e compreendendo o que é a sua representação gráfica e o que comporta quantativamente.



Convidei um aluno de cada vez para colaborar na confecção da decoração do numeral. Para tanto optei por utilizar materiais diversos a fim de fugir do colorir com lápis e giz de cera. Em cada cartela fiz a representação gráfica dos numerais de 0 a 9 e colei atrás um pedaço de corda destas que usamos como varal para roupas. Com os algarismos decorados, os alunos ordenaram a sequência numérica e partiram para o enfeite dos prendedores que anexariam nas cordas. Coletivamente, prendemos a respectiva quantidade de prendedores em cada corda de acordo o numeral representado. Neste "varal numérico", os discentes simplismente brincam conforme sua vontade, organizam e desorganizam, contam e recontam bem como participam de situações problemas e cálculos mentais elaborados por mim. Trabalho adição e subtração tranquilamente, respeitando a hipótese e a maturidade cognitiva de cada um.




Seguem os materiais utilizados em cada algarismo:




0: cola colorida

1: palito de picolé
2: pintura a dedo
3: canudos
4: lã
5: pedaçoes de e.v.a
6: botão
7: tecido
8: giz de cera raspado
9: restos de lápis quando apontados no apontador






Calendário: a prática diária de preencher o calendário, acompanhar a sucessão dos dias, semanas, meses e anos, oportuniza inúmeras situações matemáticas. Diariamente preenchemos o calendário. Na apresentação do calendário no início do ano, questionei os alunos sobre como sabemos que hoje é dia de ir à escola, por que alguns dias não vamos à escola, quanto tempo duram as férias, quando será a Páscoa, o dia da mães, o nosso aniversário, o dia dos pais, o dia das crianças, o natal e tal. Sem esperar uma resposta lógica e óbvia, os ouvi e os convidei a acompanharmos e preenchermos o calendário que é um dos instrumentos que utilizamos para medição do tempo e etc. Assim, combinamos os símbolos que usariamos para marcar os dias que temos e os dias que não temos aula bem como aniversários, festas comemorativas, férias e afins. Com essa "ritualidade", faço certeiras problematizações matemáticas em que os alunos usam o cálculo mental para solucioná-las. Procuro estimular com estas intervenções aprendizagens significativas que os acompanharão e servirão de subsídios para a compreensão de termos e conceitos matemáticos mais elaborados nas próximas etapas de escolarização.



Para dias que temos aula utilizamos X, sábados e domingos 0 ( bolinha), feriados triângulo, aniversários fotos, férias flores. Estes dados sao organizados em uma legenda para não nos perdermos.




A saber costumo perguntar, não necessariamente nesta ordem? "Que dia é hoje?" "Ontem foi 26 e hoje?" "ontem foi quarta-feira e hoje?" " estamos em que mês?" "quantos meses tem este ano?" "que período estávamos de férias?"" quantos dias tem este mês que estamos entrando?" quantos dias faltam para acabar o mês?" e assim por diante de acordo com a data/mês em que estamos.


Para refletirmos: " O espaço jamais é neutro. A sua estruturação, os elementos que o formam, comunicam ao individuo uma mensagem que pode ser coerente ou contraditória com o que o educador quer fazer chegar à criança. O educador não pode coformar-se com o meio tal como lhe é oferecido, deve comprometer-se com ele, deve incidir, transformar, personalizar o espaço onde desenvolve a sua tarefa, torná-lo seu, projetar-se, fazendo desse espaço um lugar onde a criança encontre o ambiente necessário para desenvolver-se." (Pol e Morales, apud Zabalza, 1998)



Quantos somos hoje?


Outro recurso que utilizo diariamente para envolver os discentes em situações cotidianas de ensino de matemática, é o cartaz Quantos somos hoje. Feito em uma placa de e.v.a com letras e desenho de menina e menino em e.v.a, fazemos a contagem de quantas meninas estão presentes na aula, quantos meninos, quantos somos ao total e quem faltou. Como material concreto para representar estas respostas, os alunos desenharam seus rostinhos em circulos de papel de cartolina tamanho ofício, anexando cabelos com lã e, ainda, utilizam os algarismos que podem ser colocados ao lado dos fantoches. Estas problematizações podem até parecerem bobinhas e repetitivas, mas afirmo, não são. Os questionamentos podem ser articulados de várias maneiras a fim de trabalhar a interpretação e cálculo metal.


Deixo a dica!!!





Referência: ZABALZA, M.A. Qualidade na Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 1998