quinta-feira, 29 de setembro de 2011
IX Educação Infantil em Debate e VII Fórum Gaúcho de Educação Infantil
Feira do Livro na Escola Bom Jesus Joana D'arc
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Atividades para a semana da criança
A semana da criança está próxima, por isso resolvemos deixar aqui algumas dicas de atividades divertidas para este período. Todas as sugestões foram desenvolvidas com uma de minhas turminhas. Utilizei cinco canções infantis para planejar as atividades. Ao final da semana cada aluno recebeu um livrinho com a letra de cada uma delas. Neste mesmo livro havia uma imagem relacionada a cada aula para colorir. Assim montamos um kit de doces e livrinho e giz de cera para cada aluno. Cada professora pensou um planejamento semanal a partir de brincadeiras. Dessa forma todos as turmas, após realizar as atividades pedagógicas na sala de aula iam para o pátio a fim de socializar atividades. Confira o meu planejamento:

*Primeiro dia:
Música:
Escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, bota, deixa ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem zigue, zigue zá
Após cantar a música propor aos alunos a brincadeira rítmica. Organizar alguns círculos no chão, riscados com giz, um para cada aluno. Pode ser utilizado também um bambolê no lugar do círculo. Enquanto cantam a música os alunos devem trocar de lugar em sentido horário e na parte do “zigue, zigue zá” ir e voltar ao centro do grande círculo formado pelos bambolês.
Depois de brincar perguntar aos alunos o significado da palavra “caxangá”. Após ouvir as hipóteses passar uma caixa fechada com a peça de vestuário para que seja manipulada antes de ser aberta. (sacudir, sentir o peso, escutar o barulho que sai dela....)
Em seguida explicar ao grupo que o caxangá é uma peça do vestuário de um marinheiro. E a partir de um diálogo com os alunos montar uma lista de características deste profissional. O cartaz deverá ter o fundo pintando de guache azul representando o mar e em torno deste colar dobraduras de barquinho de papel.
*Segundo dia:
Música:
O trem maluco
Quando sai de Pernambuco
Vai fazendo chi chic
Até chegar no Ceará
Rebola pai, rebola, mãe, rebola filha
Eu também sou da família
Também quero viajar
Um pouquinho de Coca-cola um pouquinho de guaraná
Enquanto cantam a música os alunos brincam de roda, concomitantemente dois colegas no centro do círculo montam uma simples coreografia. As duplas serão alternadas conforme o interesse das crianças. De olho na letra da canção, estudo sobre a localização de Pernambuco , Ceará e Rio Grande do Sul (no caso é o nosso estado, se você estiver fora do Rio Grande do Sul substitua de acordo com a sua localidade) no mapa do Brasil. Em seguida a turma deve ser dividida em grupos para a ilustração em papel a metro do mapa do Brasil com a localização dos três estados .
Após cada aluno receberá o desenho de um trem e em cada vagão deverá colar o rosto de uma pessoa recortada de revistas.
Sugestão de imagem retirada deste blog
*Terceiro dia:
Música:
Pula macaco
Não sei pular
Pega no chicote
Que eu vou te ensinar
Pulei a roseira
Quebrei um galho
Maria me segura
Senão eu caio
Ensinar a canção para a turma e preparar uma caixa com cartelas com o nome dos alunos propondo que no lugar de “Maria” seja citado um dos nomes sorteados. Se a turminha ainda não reconhecer a escrita das palavras podem ser utilizadas fotografias ou desenho de auto retrato..
Sugere-se, em seguida a brincadeira de pular corda no pátio e a contagem de pontos de cada aluno ou de meninos e meninas, com registro em placar com algarismos números ou símbolos representativos das quantidades.
*Quarto dia:
Música:
Atenção
Concentração
Vai começar o tchá, tchá, tchá
Da Vanderléia e do Vanderlei
A moça caiu
O moço viu
A calcinha dela
Verde e amarela
Quem se mexer
Imita ela
De olho na letra: Porque a moça caiu? Onde estava? O moço a conhecia? Porque a calcinha era verde e amarela? Após a discussão propor a criação de uma história coletiva e posteriormente a montagem em caderno de desenho ou folha avulsa da palavra MOÇA a partir de recortes de revista ou jornal.
*Quinto dia:
Música:
Não atire o pau no gato-to-to
Porque isso-so-so
Não se faz- faz – faz
O gatinho- nho – nho
É nosso amigo –go –go
Não devemos
Não devemos maltratar os animais
Brincar de roda após a confecção de máscaras de gatos e gatas. Enquanto brincam as crianças usam as máscaras. Após problematizar questões matemáticas, tais como: Quantos gatinhos temos na sala? E quantas gatinhas? Se juntarmos gatinhos e gatinhas, quantos teremos? Entre outras criadas de acordo com o grupo e situação.
Sugestão de molde para máscara:
http://www.fichasedesenhos.com/mscaras-para-o-carnaval.html
Espero que as ideias sejam úteis. O importante é que você não apenas copie o planejamento mas que pense atividades a partir dessas ideias que estejam de acordo com os saberes e fazeres de suas crianças.
Grande e carinho abraço
Fernanda Costa
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Até as princesas soltam pum...li...me marrei...e contei!

Trabalhando com o tema contos de fada procurei inovar e levar até os alunos algumas novidades sobre o assunto. Desde muito pequenos nossos alunos ouvem as histórias clássicas. Por isso, pensei que fosse interessante que meus miudinhos tivessem acesso a outras versões dessas leituras para que pudessem pensar outras formas de interpretá-las e até mesmo criar outras tramas. Dentro dessa perspectiva utilizei o livro “Até as princesas soltam pum” que traz uma versão divertida para o motivo da fuga da princesa Cinderela. Na história é citada a existência do “Livro Secreto das Princesas” onde existe o capitulo “Problemas gastrointestinais e flautulências das princesas encantadas”.
Como material concreto dessa história confeccionei o livro secreto das fadas e o sapato mágico da Cinderela. Para dar início à aula avisei aos alunos que iria até a biblioteca pega rum livro sobre princesas para darmos continuidade aos estudos de nosso projeto. Fiz a leitura até a página onde o livro secreto das princesas é citado e meio a muito mistério fiz menção a existência de uma caixa esquisita que havia na biblioteca. Esta estava junto ao livro e por isso poderia ter alguma relação com o misterioso livro. Fomos até a biblioteca e ao abrir a caixa encontramos uma carta. A carta trazia a seguinte mensagem:
“Procura-se a dona deste sapato...
Em uma noite estrelada, próximo a meia noite,
A moça saiu correndo repentinamente
Pouco antes do ocorrido
Ela dançava com o príncipe.
Testemunhas afirmam que a fugitiva
Foi vista com o livro secreto das
Princesas. O qual contém
toda a revelação desta misteriosa história”
Após ler a carta e observar o material, de acordo com o conhecimento prévio da história da Cinderela os alunos pensaram em estratégias para descobrir quem era a dona do sapato e qual era o mistério escondido. Saímos pela escola experimentando o sapato em todas as meninas e mulheres. Este serviu somente em uma professora, esta confessou que calçava o mesmo número que a princesa Cinderela. E revelou que todas as mulheres que calçam esse número sabem da existência do Livro secreto das princesas e o ritual a ser executado para encontrá-lo.
O ritual:
Os alunos deveriam voltar para a sala de aula em organizar-se em círculo. Deveriam passar de mão em mão um balão (este balão foi entregue pela professora já cheio retirado de dentro do seu armário) repetindo, sete vezes, as palavras mágicas: Secretium, secretium, libereis o fedoreleis, libereis o fedoreleis”. Em seguida o balão deveria ser estourado para que de dentro dele fosse liberada as dicas para encontrar o livro.
As dicas:
Após executar o ritual secreto partimos em busca do livro de acordo com as dicas citadas no papel que saiu de dentro do balão.
Ao encontrar o livro:
Fizemos a leitura e observação do livro em meio a muitas risadas. Além do capítulo citado no livro “Até as princesas soltam pum” criei outro dois capítulos para ser escrito e ilustrado pelos alunos. Voltamos para sala e completamos o livro juntos. Foi uma experiência inesquecível. As crianças adoraram a leitura.
O sapato da Cinderela foi pintado com tinta spray na cor prata e enfeitado com miçangas. A caixa também foi pintada com a mesma tinta.
O primeiro e terceiro capítulo foi criado por mim para construção e liustração dos alunos. O livro secreto das princesas é citado na história original e foi confeccionado com papel canson bege, giz de cera e canetinhas. As páginas foram coladas em um caderno capa dura sem espiral.
Sob encomenda...
Após participar da Oficina de Contação de histórias na livraria Vangurada em Rio Grande uma de nossas colegas pediu indicação de leitura para trabalhar o tema amizade em sala de aula. O blog "Experiências Cabeludas" sugeriu o livro "As fadas nos falam de... amizade" de Rosa M. Curto e Aleix Cabreira da editora Ciranda Cultural.
Assim nasceu a fada Dani!!! Ela chegará na sala de aula em uma caixa supresa! Confira as imagens desse material produzido pelas as Cabeludas, conforme encomenda.
Contato pelo e-mail: senhorita_fe@yahoo.com.br
sábado, 27 de agosto de 2011


Clara Luz traz o encantamento para a sala de aula. Surge de uma linda e brilhante caixa misteriosa. Em suas mãos está a poderosa varinha mágica. Com ideias mirabolantes a fadinha desperta a imaginação da turminha. O professor deve preparar uma caixa com papel colorido, uma boneca de pano e uma varinha mágica, caderno com a capa forrada e o livro "A fada que tinha deias". Em meio a muito mistério e encantamento a caixa deve surgir repentinamente na sala de aula e não ser aberta de imediato. Em primeiro instância o professor deve provocar o pensamento dos alunos sobre o seu conteúdo, instigando a imaginação. A caixa, então, vai sendo aberta aos poucos, e com muito entusiasmo, os objetos são retirados um a um. A boneca deve ser observada e tocada por todas as crianças. Clara Luz é macia e cheirosa, tem um rosto alegre e olhos azuis. Da mesma maneira o livro deve ser manuseado e, em seguida, a professora deve ler o primeiro capítulo. A partir dele os alunos darão continuidade às malucas ideias de Clara Luz. A continuação das histórias serão registradas no diário da fadinha com a participação da família conforme instruções previamente organizadas no prefácio do pequeno caderno. Enquanto a fada visita as famílias a professora poderá ler os demais capítulos do livro de acordo com o interesse dos infantes. A produção final do diário poderá compor um portfólio individual de atividades do bimestre ou desencadear uma mostra cultural da produção de um livro da turm com uma tarde de autógrafos. Sugerimos ainda a confecção de materiais ilustrativos utilizando diversas técnicas artísiticas.
A diversidade animal costuma despertar naturalmente a curiosidade infantil. O colorido das espécies, as diferentes estruturas corporais impressionam e prendem a atenção dos infantes desde a mais tenra idade. Por isso, este livro é indicado desde os dois anos de idade. Para tanto sugerimos a produção dos personagens em papel colorido fixados em palito de madeira. Enquanto lê a hitória o professor vai fixando, um a um, em uma base de isopor pintada de verde para caracterizar a floresta. A caixa e os personagens devem ser confeccionados em tamanho grande para a fácil visualização das crianças. Esta pode ser usada apenas como momento de leitura prezerosa ou fazer parte de um projeto de estudo de animais e ses diferentes habitates.
Sugere-se para esta leitura a utilização de dois elementos mágicos, um chapeu e uma xícara. O objeto mágico é qualquer objeto que desperte/convide o aluno para a hora do conto. Por ser específico para este momento, os pequenos já se organizam e preparam para ouvir e viajar na história que virá. Relembram os combinados e desfrutam entusiasmadamente da narrativa. Com a finalidade de usar, além do chapeu, um elemento presente na história e acessível ao professor, indica-se uma xícara, de preferência de tamanho grande que colaborará para a fixação e compreenção dos fatos. O utensílio do "mundo real" (xícara) estabelece um parelelo entre o real e o imaginário. O título baseia-se na antiga trama "Os três porquinhos", neste livro o próprio lobo resolve contar a sua versão da história porque sente-se injustiçado pela fama de "lobo mau". Após a contação, sugere-se um debate sobre as razões e versões das partes envolvidas na história fazendo o confronto entre as duas histórias. Dessa forma os alunos poderão expressar-se e posicionar-se criticamente.
Idade: A partir de 4 anos
Ela é uma menina que tem medo de tudo. É tão medrosa que chega a ser amarelada, amarelada de medo! Para este trabalho propomos que o professor faça uma maquiagem com tinta facial amarela, com demarcação de olhos, boca e bochechas. Pode ser utilizada "Pinta Cara". Além disso, sugerimos a pintura de um chapeu de palha também na cor amarela. Neste deve ser colocado um laço de fita azul para melhor caracterizar a personagem. É muito importando que as expressões faciais e corporais, assim como o tom de voz sejam bem explorados e intensificados para que as crianças percebam os diferens estado de espírito da menina ao longo da trama.
Idade: A partir de 3 anos

