sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Mais um de meus trabalhos
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Plantando ideias
Brincadeira de roda com a música o Cravo e a rosa. Expressão corporal através da letra da música. Conversa sobre as semelhanças entre o cravo e a rosa. A partir desta conversa foi introduzido o tema.
Painel confeccionado coletivamente com partes da planta para explicação. Os desenhos foram coloridos em grupo livremente.
2º dia:
– Leitura do livro “As fadas nos falam de... Generosidade” de Alex Cabreira e Rosa Maria Curto.
- Interpretação de texto no diário de bordo:
*Qual o título da história?
Qual o nome da fada que era egoísta?
O que significa a palavra egoísta?
A história conta que Hortência tinha uma macieira, como se chamam os frutos que nascem dessa árvore? Desenhe a macieira.
-Plantação de uma muda da flor “Boca de Leão” . Desenho do plantio da muda para o livro das plantas.
3º dia:
–História “A margarida friorenta” de Fernanda Lopes de Almeida. Interpretação oral de texto.
- Experiência: Conforme informações de um livro de ciências do ensino fundamental, colocamos uma flor branca em copo com água com tinta diluída. Os alunos receberam uma ficha de observação, nela havia um espaço para a escrita de hipóteses afim de que os alunos anotem suas idéias sobre o que aconteceria com a flor. Esta ficha foi utilizada para a confecção do livro das plantas. Cabe salientar que não houve nenhuma alteração visível com a flor, por isso como resultados os alunos anotaram a frase: “Nada aconteceu”. Em busca de respostas para o insucesso da experiência descobri que é necessária a utilização de anilina no ligar de “tinta”.
- Desenho e pintura de margarida em papel colorido, a palavra flower foi escrita ao pé da página com tinta branca.
4º dia:
–Estudamos e cantamos a música “Alecrim dourado”. Escrita da letra da música no diário de bordo. Observamos a erva de chá derivada do pé de alecrim.
-Explicação as diversidades de chás, calmantes, culinários, doces e amargos. Experimentamos 11 tipos de chás observando os aromas e colorações.
-Anotamos as características dos chás observados e experimentados em uma ficha para anexar no livro das plantas.
5º dia:
– Percussão corporal e musicalização com colheres ao som da música “Sopa” do grupo Palavra Cantada.
- Observação de legumes e confecção de sopa. Degustação da sopa e reconhecimento dos alimentos após o cozimento.
- Início do plantio da “floresta de legumes”, anotação de hipóteses em ficha de observação. Foram plantadas as cascas dos legumes. Anotamos em uma ficha, os procedimentos do plantio e as hipóteses de acontecimentos futuros para anexar no livro das plantas.
6º dia:
– Como nascem as plantinhas? Era um dos vários questionamentos levantados pela criançada. Neste dia foram explicados aos alunos a semeadura e o brotamento. História da “Sementinha que não queria nascer”(conforme link exibido abaixo). Foram observadas as características das sementes de abóbora, girassol, cebolinha, alpiste, hortelã e malva. Ao redor da floresta de legumes foram depositadas as sementes. Cada aluno plantou uma semente diferente e colocou uma “plaquinha” com o nome da planta logo a frente. Os procedimentos desse trabalho também foram anotados para a confecção do livro das plantas, bem como as hipóteses dos discentes.
Para o entendimento do brotamento seria feita uma experiência uma batata doce. Iríamos colocar dentro de um copo com água pela metade uma batata doce que estivesse com pequenos brotos em exposição. Porém, as atividades anteriores ocuparam bastante tempo, de maneira que essa experiência não foi realizada. Expliquei o brotamento apenas por imagens do livro didático.
– Confeccionamos um monstrinho com meia de nylon, alpiste e serragem, com cerca de 10 cm de altura. Com a meia foi feito um saco, no fundo foram colocados 2 ou 3 cm de alpiste e o restante do espaço ocupado com serragem. A meia foi amarrada e umedecida, a parte da serragem ficou para baixo, assim, quando os brotos de alpiste surgiram representaram os cabelos do monstrinho.
7º dia:
–Aula sobre polinização. Utilizei imagens dos livros didáticos para ilustrar a explicação. Os discentes representaram no caderno através de desenho as duas formas de polinização passo a passo.
- Ditado de 10 palavras utilizadas nas aulas anteriores e pintura do desenho da abelha rainha. Registro do processo de polinização para o livro das plantas.
- Observação das plantações da “Boca de leão” e floresta de legumes e anotações nas fichas.
8º dia:
– Explicação sobre a fotossíntese com o apoio das imagens de livro didático de ciências. Desenho sobre fotossíntese feito pelos alunos para o livro das plantas.
– Experimento: Pegamos vasinho com a flor e envolvemos uma das folhas com papel e fita adesiva. Perguntei aos alunos o que aconteceria com a folha coberta que seria desprovida da luminosidade do sol. As hipóteses foram anotadas para o livro das plantas. Após uma semana, conforme solicitado no livro didático, retiramos o embrulho e as crianças perceberam que “Nada havia acontecido!” Os alunos concluíram que era necessário que deixássemos mais alguns dias a folha embrulhada para que houvesse alguma reação.
História “O campo dos girassóis”. Em seguida os alunos desenharam a interpretação da história.
( http://historiasparaosmaispequeninos.wordpress.com/2007/10/08/o-campo-de-girassois/)
– Observação de imagens de plantas carnívoras, explicação sobre as características dessa espécie.
- Passatempos conforme links:
- Escolha uma das plantas carnívoras que conheceste e desenha no livro das plantas.
- Montar com o alfabeto móvel as palavras: planta, flor, semente, folha, árvore, caule, fruto e floresta. Depois de montar as palavras os alunos separaram as sílabas com a orientação da professora.
- Observação do estado de todas as experiências e registro das mudanças.
– Observe a cena e crie uma história. Em uma folha havia o desenho de duas crianças plantando uma flor.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
beijinhos
Fernanda Cabeluda!!!!!
domingo, 25 de julho de 2010
Textos Prescritivos
Período: uma semana
Justificativa: “Os textos prescritivos são os que contêm informação acerca do modo de realizar uma atividade: são instruções. Podem ser simples, como a recomendação de uma atividade escolar, ou complexos, como uma lei parlamentar. (...) estes textos requerem maneiras muitos concretas para serem escritos e lidos. E é preciso ensinar essas maneiras na escola desde muito cedo.” http://www.smec.salvador.ba.gov.br/ em 10/07/2010.
Objetivo Geral: Através deste trabalho pretendi que os alunos não apenas entendessem a diferença entre um texto informativo e um prescritivo, mas que também produzissem os seus. Foram utilizadas receitas culinárias e bulas de remédio para que os discentes percebessem a diferença entre informações e instruções/prescrições.
Objetivos Específicos: Ao final do projeto os alunos:
*Diferenciaram receitas culinárias de bula de remédio;
*Escreveram receitas culinárias;
*Leram e seguiram passo a passo uma receita culinária;
*Escreveram uma receita culinária;
–Foram apresentados aos alunos três tipos de textos, informativo publicitário, bula de remédio e receita culinária.
–Perguntas: Que tipos de textos são esses? Para que servem? O que esses textos possuem em comum? O que esses textos possuem de diferentes?
–Os alunos selecionaram dentre um grupo de textos as receitas culinárias. Depois de explicaram o porquê da escolha destes. Porque achavam que os tais textos eram receitas.
–Para a preparação de um sanduíche utilizei um cartaz com dicas de higiene. Seguimos passo a passo a receita de um sanduíche de presunto, queijo, maionese, tomate e alface. Cada um vai montou o seu sanduíche.
Terça-feira
–Foi pedido que os alunos trouxessem uma receita de casa. Cada um apresentou a sua e em seguida colou no caderno de desenho devendo fazer a lustração de cada passo da receita.
Quarta-feira
–Exploramos a estrutura de uma receita: Titulo, ingredientes e modo de preparo. Foram dadas aos alunos em desordem as partes de uma receita, eles deveriam colá-la no diário de bordo na maneira correta.
–Apresentei a turma a imagem de um bolo de chocolate. Eles “inventaram” a receita com as três partes acima citada e escrevê-la no diário de bordo.
Quinta-feira
–Exploração de várias bulas de remédio. Observação das semelhanças e diferenças. Conversa sobre o conteúdo destes textos e a importância deles.
–Observação dos rótulos e embalagens dos remédios e as suas “semelhanças” quanto a escrita do nome do remédio na bula. (O nome do remédio deve coincidir com a escrita no rótulo, embalagem e bula, para evitar perigosas distrações). O uso de remédios sob prescrição médica e sob orientação de um adulto.
– Mistura entre embalagens e bulas de remédio para que os alunos encontrem os pares. Colagem dos pares no caderno de desenho.
Sexta-feira
–Brincadeira. Receitas culinárias e bulas de remédio misturadas para organização no *tapete alfabético (confira neste blog a postagem).
–Montagem com alfabeto móvel de, pelo menos cinco palavras utilizadas como base no exercício anterior, de acordo com a escolha de cada aluno.
- Ditado: remédio, receita, doente, fome, comida, bolo, ingrediente, bula, médico, cozinha.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Gazeta Miúda
Queridos.... eu já estava morrendo de saudades! Estava preparando novidades pra vocês. Esta semana desenvolvi um projeto que há tempos tinha em mente. Como nosso blog fala de experiências não poderia colocar as ideias sem antes testá-las. Acredito que é de extrema relevância que se ofereça diversos tipos de textos as crianças para que elas tenham a percepção social da escrita. O jornal é um excelente veículo de comunicação e passível de leitura e interpretação mesmo pelos pequeninos. Não podemos esquecer que a leitura e a interpretação vai muito além da decodificação dos signos linguísticos, faz-se necessário que o leitor tenha entendimento cultural e social dos assuntos que os cerca. Crendo nisso levei um amontado de jornais para minha turminha de Jardim III. Os alunos exploraram o material, "leram" e interpretaram as notícias. Preparei um material sobre a história do jornal impresso no Brasil e no mundo. Visitamos um dos jornais locais e aprendemos como se produz de fato um jornal e para fechar nosso projeto confeccionamos a Gazeta Miúda, um informativo com assuntos da escola. Ficou maravilhoso. Confira o projeto e plano:
Projeto:
Título: Gazeta Miúda
Período: uma semana
Justificativa: “A linguagem constitui a criança e também a insere no mundo, permitindo a interação com diferentes universos (...). As crianças de 6 anos já dispõem de importantes habilidades comunicativas que oferecem a elas inúmeras possibilidades e compreender o mundo que as cerca, ao se utilizar dessas habilidades para saber mais sobre as coisas . Nesse momento ficam mais nítidas as múltiplas “funções da linguagem...”.
Objetivos Gerais: Durante o período deste trabalho serão proporcionados aos discentes diversos momentos de interação, exploração, reflexão e apropriação de ideias, conceitos e hipóteses trazidas pelos jornais . A partir da história do jornal os pequenos poderão perceber como são produzidos os jornais atuais e construirão um periódico da escola para a culminância do projeto.
Objetivos Específicos:
Ao final do projeto o aluno deverá ser capaz de:
*Compreender o surgimento do jornal;
*Perceber a função lingüística e social do jornal impresso;
*Perceber as divisões organizacionais do jornal (esporte, lazer, política, moda...);
*Identificar o trabalhos dos diferentes profissionais envolvidos na produção de um jornal;
*Elaborar um informativo da escola.
Plano:
Segunda-feira
– Cada aluno receberá um jornal para observação. Depois de explorar o conteúdo, os discentes deverão escolher uma imagem que lhes chamem a atenção e deverão interpretá-la, tentando entender a notícia que esta imagem representa. Depois que todos os alunos “lerem” suas imagens a professora fará a leitura do texto que as acompanha, ressaltando os acertos dos alunos.
–A professora dará um pequeno texto recortado de um jornal para cada aluno. O texto deverá ser colado no caderno de desenho, ao lado os discentes deverão fazer a ilustração da notícia como se fosse a fotografia daquela matéria.
– Um aluno por vez sorteará uma letra do alfabeto, em seguida deverá encontrar no seu texto duas palavras que iniciem com essa letra, marcando-a com canetinha amarela.
Terça-feira
–História do jornal em Power point.
– Atividade de tipografia e xilografia no caderno de desenho.
Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução de imagens e textos sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo inversamente parecido com um carimbo já que o papel é prensado com as mãos sobre a matriz.
A técnica exige que se entalhe na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Em seguida usa-se um rolo de borracha embebecida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura. Entre as suas variações do suporte pode-se gravar em linóleo (linoleogravura) ou qualquer outra superfície plana. Além de variações dentro da técnica, como a xilogravura de topo.
Retirado : http://pt.wikipedia.org/wiki/Xilogravura
Material: Bandejas de isopor, palitos variados, 1colher de sopa de guache, rolinhos ou pincéis, tesourae pano para limpar as mãos.Desenvolvimento:1. Corte as abas da bandeja de isopor; com o lápisbem apontado passe o desenho para o isopor deixandosulcos; com o palito aprofunde as marcas aumentandoos sulcos sem furar o isopor.2. Coloque em uma outra bandeja de isopor umpouco de guache, espalhando-o numa camada fina;passe o rolinho no guache, preenchendo-o completamentecom a tinta; passe o rolinho sobre o desenho no isopor.3. Vire o desenho sobre o papel sulfite e aperte-opara imprimir; retire o isopor com cuidado, puxando-ona diagonal pela ponta. Deixe secar.– Abaixo do desenho xilografado o aluno deverá escrever o seu nome por tipografia em letras de E.V.A.
– Colagem de imagem de jornal. A imagem será recortada em tiras, estas deverão ser organizadas e coladas como um quebra-cabeça.
Quarta-feira
– Visita ao Jornal Agora
–Registro da visita no diário de bordo.
Quinta-feira
–Distribuição de tarefas entre os alunos para a organização e montagem de um informativo da escola: “Gazeta Miúda”. O informativo trará breves informações sobre os projetos que estão acontecendo em cada turma da escola, além de divulgar as próximas festividades e principais acontecimentos, como a festa do dia dos pais e o endereço do blog da escola.
– Visita nas salas para entrevistas e fotos.
Sexta-feira
–Montagem e ajustes do informativo. Produção ilustrativa e escrita para enriquecimento do jornal do Jardim III.
Ob.: Montei o jornal com Microsoft Office Publisher
domingo, 13 de junho de 2010
Brincando com a luz descobre-se a sombra
Tema: Luz e sombra
Período: uma semana
Turma: Jardim III (de 5 a 6 anos)
Justificativa: “As crianças exploram o espaço ao seu redor e, progressivamente, por meio da percepção e da maior coordenação de movimentos, descobrem profundidades, analisam objetos, formas, dimensões, organizam mentalmente seus deslocamentos. Aos poucos, também antecipam seus deslocamentos, podendo representá-los por meio de desenhos, estabelecendo relações de contorno e vizinhança. Uma rica experiência nesse campo possibilita a construção de sistemas de referências mentais mais amplos que permitem às crianças estreitarem a relação entre o observado e o representado.”
Objetivos Gerais: Por meio deste projeto almeja-se desenvolveu-se nos discentes a capacidade de observação de diferentes iluminações e sombras proporcionadas pela jogo de localização dos objetos e corpos num dado ambiente.
Planejamento
Segunda-feira
– Observação da imagem de várias crianças brincando com a luz do sol e a sombra de seus corpos. Comentários.
– Ida ao pátio pata observação das sombras dos objetos, plantas e colegas. Brincadeira de “Caça à sombra”. ( Os alunos deverão encontrar a sombra citada pela professora. Ex: Sombra da árvore, do escorrega, do colega “Tal”, etc...)
- Leitura do texto “O que é, o que é?”
– Respondendo oralmente as Adivinhações:
O que é , o que é, é pra andar mas não anda? Rua
O que é , o que é, é surdo mas conta tudo? Livro
O que é , o que é, é cai em pé e corre deitada? Chuva
O que é , o que é, tem coroa mas não é rei. Tem escamas mas não é peixe? Abacaxi
–Desenho das respostas das adivinhações ora respondidas. Devendo organizá-las na ordem em que as perguntas foram feitas. Rua, livro, chuva e abacaxi, exercitando a memória.
Terça-feira
–Atividade: Relação de imagem e sombra (silhueta) de objeto, animal ou pessoa.
–Distribuição de envelopes com diversas silhuetas de diversos objetos, representando as sombras deles, e o respectivo desenho para associação. Assim, para o desenho de uma flor, haverá também no envelope a silhueta da mesma imagem.
– Cada aluno recebeu um pequeno envelope, dentro dele estavam quatro “sombras”, mas não os desenhos que os representavam. Dessa forma, os discentes tiveram que perceber que objeto tal sombra representava. Todos os envelopes tinham as mesmas sombras. Após terem percebido as formas os alunos escreverão, segundo suas hipóteses, as palavras que os denominavam. Nessa atividade esperava-se que o aluno representasse através de letras ou símbolos a percepção que tem de cada palavra
– Os alunos colaram as “sombras” ao lado de cada “palavra” escrita por eles, de acordo com a denominação de cada uma.
– A professora escreveu com a participação dos alunos, no quadro, as palavras da maneira correta, a fim de que percebessem os possíveis enganos. Em seguida, escreveram abaixo das palavras ora escritas espontaneamente as palavras corretas.
Quarta-feira
– Teatro de sombras com silhuetas dos personagens. Foi contada a história da Cinderela de maneira diferenciada, improvisada e divertida.
– Os alunos confeccionaram as sombras dos mesmos personagens a partir de desenhos em cartolina. Em seguida contaram a história utilizando uma lanterna e um tecido branco.
Quinta-feira
–Projeção de desenhos com celofane e lanterna. Os desenhos foram feitos com caneta de projetor. Ao final da demonstração os alunos fizeram os próprios desenhos no celofane e experimentaram a atividade.
– Os alunos levantaram hipóteses para a explicação do fenômeno ora apresentado, dando sugestões de variações desta, pensando que outros materiais poderiam ser utilizados para a passagem da luz, experimentando, na medida do possível, as hipóteses.
– Montagem da palavra sombra com alfabeto móvel imantado. Desafio: montar outras palavras iniciadas pela letra S.(serão trabalhadas, no mínimo duas palavras e no máximo quatro)
– Atividade: Encontre no jornal três palavras que tenham a letra no início e três com a letra s no final. Em seguida cole no diário de bordo.
Sexta-feira
– À sombra de uma árvore: foram realizadas diversas atividades.
*Joguinhos: memória e tampinhas do tapete alfabético (os alunos deverão encontrar as tampinhas que tiverem desenhos os quais tenham a palavra que os representa escritas com a letra S)
*Histórias: Foram lidas duas histórias enquanto os alunos estavam deitados na grama. Em seguida eles foram instigados a escolher um livro para ler deitados.
*Lanche: Piquenique.
*Brincadeira livre!
O mistério da torneira
Tema: Água
Período: uma semana
Turma: Jardim III (de 5 a 6 anos)
Justificativa: “A compreensão de que há uma relação entre os fenômenos naturais e a vida humana é um importante aprendizado para a criança. A partir de questionamentos sobre tais fenômenos, as crianças poderão refletir sobre o funcionamento da natureza, seus ciclos e ritmos de tempo e sobre a relação que o homem estabelece com ela, o que lhes possibilitará, entre outras coisas, ampliar seus conhecimentos e rever e reformular as explicações que possuem sobre eles.” (PCN da Educação Infantil)
Objetivos Gerais: Por meio deste projeto os alunos puderam, através da ludicidade, descobrir a origem da água que sai das torneiras. Os benefícios que ela proporciona, a importância de sua utilização com responsabilidade e alguns outros aspectos relacionados ao assunto.
Segunda-feira:
Atividade de abertura: Chegou na sala de aula um envelope preto com um ponto de interrogação vermelho recortado em cartolina laminada. Dentro do envelope havia uma folha com o seguinte texto:
Caros miúdos...
...preciso da ajuda de vocês para resolver um grande mistério. “O mistério da torneira”. Várias crianças do mundo querem saber de onde vem a água que sai das torneiras. Tenho muitas idéias e muitas dúvidas também. Por favor, descubram pistas...
...manterei contato.
Detetive Augá
– Resposta oral, desenho e escrita da pergunta: Onde encontramos água?
– Observação do mapa mundial e percepção da quantidade de terra e de água no planeta.
– Música: Planeta Água. Encontraremos na letra da música as palavras planeta e água.
– No caderno de desenho representação do mapa mundial com tinta guache. Anotação das descobertas do dia no diário de bordo para posterior passagem de informações a Det. Augá.
Terça-feira
–Dentro de saco preto com o ponto de interrogação vermelho coloquei o livro “As fadas nos falam de autoestima”. A história fala de uma fadinha que ficou encarregada de cuidar da água do planeta. Nas últimas páginas aparece a ilustração do ciclo da água, esta foi utilizada como base para a explicação de tal fenômeno natural. O saco preto foi deixado na pracinha em lugar estrategicamente deixado para que os alunos o encontrassem.
-Demonstração da mudança de estado físico da água com a utilização de gelo e água quente.
*uma pedra de gelo foi colocada em um pequeno prato, ao lado de um copo com água quente, para a observação da evaporação (fumaça). Em cima do recipiente com água quente foi colocado uma tampa e esperamos alguns minutos para o acúmulo de gotas e seguida demonstração aos discentes. No término do tempo os alunos perceberam que parte do gelo havia derretido e se transformado em água e o vapor do copo, acumulado na tampa, também havia se transformado em líquido.
– No caderno de desenho ilustração do ciclo da água e da experiência científica.
Quarta-feira
– Os alunos receberam uma ligação da Det. Augá. Ela deixou uma questão a ser discutida: “Pra que serve a água?”
– Ao término das hipóteses os alunos registraram no diário de bordo as conclusões, através de desenhos.
– Palestra do representante da Corsan sobre tratamento da água.
– Construção coletiva de um filtro artesanal com garrafa pet. Anotação das etapas da construção do filtro.
Quinta-feira
– Imagem de vídeo com mensagem da Det. Augá. Sua imagem total não foi vista pelas crianças aparecia apenas uma pessoa de costas com um grande chapéu e um casaco grande. Ela disse: “Miúdos vocês já sabem que encontramos água nos rios , mares, na chuva, pra que usamos a água, que ela deve ser tratada...enfim... Mas ainda tem uma coisa que eu quero que vocês descubram: Onde mais podemos encontrar água?”
Na gravação desta mensagem a Detetive mostrou aos alunos uma pequena caixa, dentro dela havia uma série de figuras, os alunos deveriam descobrir quais delas representam itens que contém água. Entre as figuras haviam frutas, legumes, animais, pessoas, e outros objetos. Os discentes receberam a tal caixa para organizarem de acordo com suas hipóteses as figuras em dois grupos: Contém água e Não contém água. Preparei duas amostras para demonstração da existência de água, uma fruta e um legume.
-Organização de dois painéis com a colagem das figuras.
Sexta-feira
– Uma garrafinha com água suja será deixada na janela da sala com uma etiqueta (Aos cuidados do Jardim III). Na etiqueta haveia vários pontos de interrogações e uma assinatura: Det. Augá. O conteúdo foi analisado e a professora iniciou uma conversa sobre poluição.
– Observação de imagens de água poluída, como rios e lagos.
– Causas da poluição da água, conclusões dos alunos escritas em texto coletivo.
– Atualização das informações descobertas sobre a água no diário de bordo e carta final para Detetive Augá.
– Colagem de lã azul na palavra água em inglês.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Oficina pedagógica - solicite uma
Esta semana organizei algumas atividades para uma oficina pedagógica da escola onde trabalho, Gente Miúda, em Rio Grande. Eu e as colegas compartilhamos muitas ideias e experiências e foi tão proveitosa a conversa que resolvi dividir com vocês. Logo abaixo você confere as sugestões que levei e durante a semana postarei algumas coisinhas mais. Confira!
Textos Enlatados:
Esta ideia partiu de uma navegada no blog da Jacirinha. Vi uma foto de uma latinha decorada em E.V.A. que dizia: Texto enlatado. Fiquei interessada e pesquisei sobre o tema, porém, nada encontrei além da imagem de Jacirinha. Como vocês sabem adoro trabalhar com alfabetização então fiquei imaginando mil maneiras de se utilizar essa ideia, principalmente com turminhas de primeiro ano. Assim, bolei o seguinte esquema:
Dentro de cada lata deverá conter diferentes tipos de textos, tais como: poesia, parlendas, tirinhas em quadrinhos, músicas, piadas, além de palavras e desenhos. Usando-se da ludicidade, minha proposta é que o professor vista-se de balconista e faça o papel de vendedor de alimentos para o cérebro. Fazendo uma analogia a alimentação convencional, pode-se dizer aos pequenos que para alimentar o corpo consumimos arroz, feijão, leite...enquanto para alimentarmos a inteligência e fortalecer o cérebro precisamos de informações e/ou palavras contidas nos textos. Assim, apresentam-se as latinhas aos discentes, dizendo que em cada uma existe um tipo de alimento/texto. Para cada tipo de texto elaborei algumas sugestões de atividades.
*Texto Rimado:
Com base no verso: "Batatinha quando nasce... ", sugiro que todos os alunos recebam o texto para acompanhar a leitura em grupo. Após leitura, identificar e circular a palavra "batatinha".
Brincadeira: Batata quente.
Componentes: Batata confeccionada com TNT, lã, olhinhos de papelão, saquinho com as letras do alfabeto.
Número de participantes: toda turma em círculo.
Regras: Ao som de uma música a batata-quente deverá passar de mão em mão. Quando a música parar, o aluno que estiver com a batata na mão deverá retirar do saquinho uma letra do alfabeto, mostrar para os colegas, dizer qual é a letra. Recomeçar a música e continuar a brincadeira até quando for de interesse da turma.
Brincadeira de roda (Ciranda Cirandinha) com versinhos:
*Quando eu era pequeninho
Aprendi o ABC
Agora que sou grandinho
Eu só sei amar você
*Amiga eu tenho; amiga terei
amiga como você jamais esquecerei
*Fui a feira comprar uva,
Encontrei uma coruja
Pisei no rabo dela
Ela me chamou de cara suja
*Sou pequeninho
do tamanho de um botão
Carrego papai no bolso
e a mamãe no coração
Para adaptar aos maternais, sugiro a história "A sementinha que não queria nascer"que encontras no blog http://mundinhodacrianca.blogspot.com/
*Texto quebrado:
Com base na parlenda: 1,2 feijão com arroz
Dentro de uma das latas haverão vários recortes das frases que compõe a parlenda. Os devem receber a parlenda em pedaços para montar o texto no caderno conforme cartaz utilizado para leitura com a turma. Pintar com lápis de cor a palavra "feijão".
Construção de um livro ou varal de números com diversas colagens. Em cada página deve haver apenas um número e cada um deles com a colagem de um material diferente conforme imagem da postagem "Recursos que auxiliam na linguagem matemática"
*Texto Moído:
Escolher um pequeno texto para leitura com a turma com um cartaz. Circular e contar todas as palavras do cartaz com a turma.
Colocar dentro da lata, além das utilizadas no texto, diversas palavras coladas em pequenos pedaços de cartonas, formando cartinhas. Em duplas ou em grupos, os alunos poderão jogar a "Guerrinha das palavras". Um aluno por vez retira da lata uma palavra e conta quantas letras têm. Vence aquele que tiver a palavra com mais letras.
*Texto cantado:
Com base na música: "Sapo jururu na beira do rio..."
Com maternal: Trabalhar a palavra jururu, sinônimo de triste. Mostrar aos alunos diferentes expressões faciais fazendo o exercício de expressão com eles. Construir faces com pratinhos de papelão.
Com jardim: Pode-se falar sobre o nascimento dos girinos.
*Texto em tirinhas:
Deixar que os alunos observem e manuseiem vários gibis. Mostrar a diferença entre as histórias e as tirinhas. Retirar da lata e distribuir tirinhas para interpretação. Construção de tirinhas: fazendo só os desenhos; escrevendo as falas com a ajuda professora; criando o próximo quadrinho.
*Texto engraçado:
Contar piadas para os alunos:
Um menino foi até o sorveteiro e perguntou:
-Tem sorvete de ervilhas?
-Não.
No outro dia ele voltou e perguntou de novo:
-Tem sorvete de ervilhas?
-Não.
Então o sorveteiro pensou:
-Se eu fizer um sorvete de ervilhas para este menino, ele vai parar de me encher.E ele fez o tal sorvete. No dia seguinte, o menino voltou lá e peguntou:
-Tem sorvete de ervilhas?
-Tem.
-Eca!
Qual o cachorro que não tem rabo?
R.: o cachorro-quente.
O que o cadarço falou para o tênis?
R.: 'Estou amarradão em você."
Por que a água foi presa?
R.: Porque matou a sede.
Concurso de piadas: Cada criança recebe material para confecionar duas placas, devendo colorir um círculo de cartolina de verde e outra de vermelho, em seguida colá-la em um palito de picolé. Quando um colega conta uma piada os demais julgam-na, a professora auxilia na contagem dos pontos. Cada placa verde vale 2 pontos enquanto a vermelha vale 1.
*Texto desenhado:
O professor deve preparar um cartaz com um pequeno texto e algumas lacunas. Nos espaços deverão ser coladas imagens escolhidas pelos alunos entre um leque de cartas/imagens. Deve haver uma quantidade de cartas/imagens maior do que o número de lacunas para que as cartas excedentes sejam organizadas no *Tapete Alfabético (confira essa postagem ).
Exercício: Cada criança retira da lata três para a construção de uma frase no caderno, utilizando a mesma ideia do texto.
Caixa de histórias
*Uma caixa colorida com uma abertura que não permita que se veja o conteúdo de dentro é disponibilizada a turma. Antes de retirar uma imagem de dentro da caixa o aluno deve pegar uma carta do baralho (neste baralho haverão as opções: 1, 2 ou PARE) Se tirar uma carta com o número 2, o aluno deve pegar da caixa duas imagens e criar uma frase que envolva essas imagens. O colega seguinte, retira outra carta e pega na caixa a quantidade de imagens correspondente. A história continua até que uma criança pegue uma carta que diga PARE, essa deverá dar um desfecho para a trama.
*Variação : Sentados em um círculo cada aluno tira uma carta para criar uma pequena história. Depois escolhe um colega para misturar as histórias.
*Variação: Os alunos deverão criar uma história coletiva, cada um tirando uma imagem de cada vez da caixa.
Caixa surpresa
Um objeto é colocado dentro de uma caixa sem que os alunos vejam. A professora dá três dicas para que eles adivinhem o que é. É dado aos discentes a oportunidade de dar sua hipótese sobre o conteúdo da caixa. É importante que essas hipóteses sejam anotadas. Depois de revelado o conteúdo perguntasse aos alunos que outras dicas poderiam ter sido usadas para tal objeto. Sugiro que esta caixa vá para casa dos alunos para que, com a família, escolham um objeto para colocar na caixa e criem três dicas sobre tal, para que os colegas e professora descubram.
Talharim:
Vi essa ideia no endereçohttp://inclusaoaee.files.wordpress.com/, e achei muito interessante.
sábado, 29 de maio de 2010
Notícias de Marcelo
Em cada carta Marcelo contava uma experiência diferente, falando dos lugares que conheceu e das brincadeiras e costumes que aprendeu pelas regiões do Brasil. Para entender melhor os passeios de Marcelo estudamos alguns lugares e costumes citados nas cartas.
Goiás: Estudamos sobre o mercado Ver-o-peso, construído em 27/03/1687. Neste dia fizemos uma brincadeira com uma balança de cozinha pesando alguns objetos da sala, a cada pesagem os alunos deveriam anotar por desenho o objeto e o numeral que correspondesse o peso.
Rio Grande do Sul: Cidade de Gramado, Lago Negro e Estádio Olímpico. Com tinta guache fizemos a pintura das hortênsias, do lago e pedalinhos.
Rio de Janeiro: Pão de açúcar e história do carnaval. Confecção de máscaras e bailinho.
Bahia: Vatapá e Elevador Lacerda. Acompanhamento da leitura em cartaz da receita do vatapá e montagem de um segundo cartaz com a colagem de imagens dos ingredientes.
Pará: Dança do Carimbó com montagem de coreografia para apresentação para as demais turmas.
*A cada estudo íamos marcando com alfinetes as regiões visitadas por Marcelo em um mapa do Brasil confeccionado em isopor e tinta guache. Fizemos então no caderno o desenho do mapa da viagem de Marcelo com a trajetória dele. Na sexta-feira, Marcelo Chegou na escola dentro de uma mala. Os alunos abriram-na e o encontraram em meio a vários objetos trazidos das diversas cidades que ele visitou. Haviam na mala: uma camiseta do Grêmio (estádio Olímpico) , flauta (carimbó), cartão postal de Gramado, uma balança(mercado Ver-o-peso) entre outros...
Cientista desde Miúdo
Escolhi uma das histórias do Almanaque do Franginha, da turma da Mônica, que você encontra no endereço: http://books.google.com.br . Depois de ler a história chamei atenção dos alunos para a “profissão” do Franginha e as especificidades das funções de um cientista. Observamos as roupas do personagem, o ambiente em que faz suas invenções e descobertas. Conversei com a turma sobre a importância do trabalho dos cientistas na sociedade e os convidei a ser cientista por uma semana. A turminha ficou alvoroçada, nosso primeiro experimento:
*Flutuação:
Separei uma grande bacia transparente com água pela metade. Organizei em cima de uma mesa vários objetos de diferentes formatos, tamanhos e pesos. Os alunos, vestidos como um cientista, de jaleco e óculos de grau, puderam observar todos os materiais. Ao redor da bacia os alunos ficaram atentos à atividade. Fui escolhendo um objeto por vez e antes de mergulhar na água perguntava ao grupo: Vai afundar ou flutuar? Em seguida das respostas colocava o objetos na água para que pudessem confirmar ou não as hipóteses. Quando todos os objetos foram mergulhados os alunos registraram o experimento no diário de bordo através de dois desenhos a bacia e um paralelo com os itens FLUTUA e NÃO FLUTUA.
*Misturas de líquidos:
Deixei em cima da mesa quatro copos transparentes, cada um com uma substância diferente, água, álcool, mel e óleo. Disse aos alunos que pretendia misturá-las em um quinto copo. Perguntei o que eles achavam que iria acontecer. Depois que todos apresentaram suas idéias, pedi a colaboração de cinco alunos para realizar o experimento. Primeiro colocamos água e seguida colocamos álcool. A cada passo da mistura íamos pensando sobre as primeiras hipóteses e ao final da atividade o registro no diário de bordo foi feito também.
*Misturas de Tintas:
Com tinta guache em papel A3 fizemos as seguintes combinações: Amarelo+ verde; vermelho + azul; branco + preto; vermelho + branco; e outras sugeridas pelos discentes. Depois de verificar os resultados reproduzimos as mesmas misturas em tampinhas de garrafa pet e as colamos em um cartaz para exposição.
*Descoloração:
Mergulhamos pedaços de papel crepom verde e folhas verdes de árvore em álcool. Cada substância sólida em um copo diferente. Expliquei que a cor esverdeada dos dois líquidos se davam pela diluição de dois/duas pigmentos/tintas diferentes, a tinta do crepom e a clorofila das folhas. Levei os alunos ao pátio da escola para cobrirmos uma parte do gramado da pracinha com um balde e lhes expliquei que podíamos ver desmerecimentos da grama pela falta de luz do sol. Ficamos de voltar ali depois de dois dias. Para registro dos resultados fizemos um desenho no diário de bordo.
*Deslocamento de ar:
Cada aluno recebeu uma garrafa pet de 600 ml e uma tampinha de caneta. Colocamos água até quatro dedos antes do gargalo. Mostrei aos discentes que se apertassem a garrafa na metade a água subia e fazia com que a tampinha se aproximasse da extremidade. Quando percebessem que a tampinha fosse cair deveriam soltar a garrafa aos poucos fazendo com que o nível da água diminuísse e a tampa voltasse ao local de origem.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Tapete de Histórias

quinta-feira, 27 de maio de 2010
Recursos que auxiliam a Linguagem Matemática.


Cartelas Numéricas:

2: pintura a dedo

Calendário: a prática diária de preencher o calendário, acompanhar a sucessão dos dias, semanas, meses e anos, oportuniza inúmeras situações matemáticas. Diariamente preenchemos o calendário. Na apresentação do calendário no início do ano, questionei os alunos sobre como sabemos que hoje é dia de ir à escola, por que alguns dias não vamos à escola, quanto tempo duram as férias, quando será a Páscoa, o dia da mães, o nosso aniversário, o dia dos pais, o dia das crianças, o natal e tal. Sem esperar uma resposta lógica e óbvia, os ouvi e os convidei a acompanharmos e preenchermos o calendário que é um dos instrumentos que utilizamos para medição do tempo e etc. Assim, combinamos os símbolos que usariamos para marcar os dias que temos e os dias que não temos aula bem como aniversários, festas comemorativas, férias e afins. Com essa "ritualidade", faço certeiras problematizações matemáticas em que os alunos usam o cálculo mental para solucioná-las. Procuro estimular com estas intervenções aprendizagens significativas que os acompanharão e servirão de subsídios para a compreensão de termos e conceitos matemáticos mais elaborados nas próximas etapas de escolarização.
Para dias que temos aula utilizamos X, sábados e domingos 0 ( bolinha), feriados triângulo, aniversários fotos, férias flores. Estes dados sao organizados em uma legenda para não nos perdermos.
A saber costumo perguntar, não necessariamente nesta ordem? "Que dia é hoje?" "Ontem foi 26 e hoje?" "ontem foi quarta-feira e hoje?" " estamos em que mês?" "quantos meses tem este ano?" "que período estávamos de férias?"" quantos dias tem este mês que estamos entrando?" quantos dias faltam para acabar o mês?" e assim por diante de acordo com a data/mês em que estamos.
Para refletirmos: " O espaço jamais é neutro. A sua estruturação, os elementos que o formam, comunicam ao individuo uma mensagem que pode ser coerente ou contraditória com o que o educador quer fazer chegar à criança. O educador não pode coformar-se com o meio tal como lhe é oferecido, deve comprometer-se com ele, deve incidir, transformar, personalizar o espaço onde desenvolve a sua tarefa, torná-lo seu, projetar-se, fazendo desse espaço um lugar onde a criança encontre o ambiente necessário para desenvolver-se." (Pol e Morales, apud Zabalza, 1998)

Quantos somos hoje?
Outro recurso que utilizo diariamente para envolver os discentes em situações cotidianas de ensino de matemática, é o cartaz Quantos somos hoje. Feito em uma placa de e.v.a com letras e desenho de menina e menino em e.v.a, fazemos a contagem de quantas meninas estão presentes na aula, quantos meninos, quantos somos ao total e quem faltou. Como material concreto para representar estas respostas, os alunos desenharam seus rostinhos em circulos de papel de cartolina tamanho ofício, anexando cabelos com lã e, ainda, utilizam os algarismos que podem ser colocados ao lado dos fantoches. Estas problematizações podem até parecerem bobinhas e repetitivas, mas afirmo, não são. Os questionamentos podem ser articulados de várias maneiras a fim de trabalhar a interpretação e cálculo metal.
Deixo a dica!!!
Referência: ZABALZA, M.A. Qualidade na Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 1998
Tapete Alfabético
Acredito que a ludicidade é uma ferramenta importantíssima, e por isso, imprescindível na prática do professor que atua no ensino fundamental, nos anos iniciais, principalmente no primeiro e segundo ano. Ainda no processo de alfabetização, essa importante aliada pode nos levar por caminhos prazerosos e significativos de aprendizagem. É sabido que antes mesmo da criança ingressar na escola já está em contato com a linguagem escrita por meio de jornais, revistas, encartes publicitários e uma série de outros materiais, não sendo, portanto, o alfabeto uma grande novidade. Cabe à escola ensinar mais a essas crianças sobre as funções da escrita, levando-as, através da brincadeira os conhecimentos necessários e conseguintes da alfabetização e letramento. De acordo com o PCN de Educação Infantil: “Para aprender a ler e a escrever, a criança precisa construir um conhecimento de natureza conceitual: precisa compreender não só o que a escrita representa, mas também de que forma ela representa graficamente a linguagem. Isso significa que a alfabetização não é o desenvolvimento de capacidades relacionadas à percepção, memorização e treino de um conjunto de habilidades sensório-motoras. É, antes, um processo no qual as crianças precisam resolver problemas de natureza lógica até chegarem a compreender de que forma a escrita alfabética em português representa a linguagem, e assim poderem escrever e ler por si mesmas.”
A fim de ensinar algumas palavras através da brincadeira desenvolvi três maneiras de se utilizar o tapete alfabético. Confira passo a passo:
*Iniciei a aula levando para a turma a música “Abecedário da Xuxa”, enquanto cantávamos fomos colando, em ordem, o alfabeto na parede;
*Pedi a ajuda dos alunos para confeccionar o tapete e em papel craft, com canetinhas escrevemos todas as letras em pequenos quadrados. Na barra colamos letrinhas recortadas de revistas;
*Extrai da internet uma série de figuras e as colei em tampinhas de refrigerante cobrindo com fita adesiva transparente e colorida;
Formas de jogar:
1) Distribuir 7 tampinhas para cada aluno. Vence quem organizar, primeiro, todas as tampinhas no tapete de acordo com a letra inicial da palavra que representa a figura. Ex: a figura mostra um carro, o aluno deve colocar essa tampinha na letra C.
2) Distribuir 7 tampinhas para cada aluno. A professora sorteia uma letra e o aluno deve encontrar entre as suas uma tampinha que tenha uma figura que a representa colocando-a no tapete. Ex: letra F. O aluno que tiver o desenho e um fogão poderá colocar a tampinha em cima da letra F. Vence o aluno que ficar sem tampinhas.
3) Dividir o número total de tampinhas em dois ou mais grupos. Vence o grupo que organizar as tampinhas no tapete, de maneira correta, em menor tempo.
4) Pode-se substituir as tampinhas por objetos organizando-os no tapete de acordo com a curiosidade das crianças.
5) Ditar uma palavra para cada aluno. Ele deverá pisar o tapete apenas nas letras que compõe a palavra. Ex: COPA, o aluno deverá pisar nas letras C, O, P e A, respectivamente.
6) Uma variação da atividade supramencionada: cada criança pisa em uma letra. Nessa variante poderão ser ditadas palavras diferentes para cada grupo.
7) Para jogar em dupla ou individual com as tampinhas pode ser confeccionado um tapete menor.
terça-feira, 25 de maio de 2010
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sábado, 22 de maio de 2010
Tecnologias na Educação Infantil
http://www.webartigos.com/articles/17833/1/O-USO-DAS-TECNOLOGIAS-NA-EDUCACAO-INFANTIL/pagina1.html, pesquisa realizada em 22/05/2010 às 23:36
Ambientes virtuais de Aprendizagem na Educação Infantil: uma reflexão
Introdução
A partir dos anos 80 houve um crescente avanço da informática e do uso dos computadores em todas as esferas da sociedade, inclusive nas instituições de ensino. No início da década de 90, a popularização da Internet, contribuiu ainda mais para a configuração desse cenário tecnológico (MATTA, 2004).O computador e a Internet, assim como nos demais campos da atividade humana, começaram a ser utilizados na educação mais por modismo e por razões mercadológicas. Com o passar do tempo, se descobre que podem servir de complemento ou de ferramenta no processo ensino-aprendizagem. O uso indiscriminado dessas tecnologias, em algumas instituições de ensino, preocupa pais, professores e pesquisadores quanto à sua eficácia, principalmente quando empregadas na primeira e na segunda infância (MATTA, 2004).Alguns pesquisadores e pedagogos defendem o uso das novas tecnologias na educação (PASSERINO, 2001; SANTOS, 2004; TESTA; 2003). Nos últimos anos, "as novas tecnologias de informação vem sendo cada vez mais vistas como um recurso chave na construção de processos de aprendizagem eficazes e inovadores". Além disso, as soluções tecnológicas aplicadas na sala de aula, particularmente a Internet e a World Wide Web, "vem sendo apontadas como solução para a criação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem, possibilitando uma aprendizagem interativa, flexível e à distância como nunca foi possível anteriormente" (TESTA, 2004, p. 3). Considerando que nos dias atuais algumas crianças iniciam o contato com computadores a partir dos dois anos, a exemplo, os alunos do Centro Educacional da Lagoa (CEL) no Rio de Janeiro, questiona-se se crianças com menos de 7 anos estão aptas a utilizar Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA´s) (BERREDÔ, 2004). Até o momento, os benefícios ou malefícios oferecidos mediante o contato com o mundo virtual não são totalmente conhecidos, especialmente, aqueles relacionados ao desenvolvimento infantil. Esse artigo tem como propósito investigar a relação entre crianças e tecnologias computacionais, bem como a incorporação das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no processo ensino-aprendizagem infantil, particularmente os AVA´s. Para melhor contextualização, apresenta-se, na seção seguinte, um breve relato sobre o que são AVA´s, suas características e seus modelos. A seção 3 identifica algumas peculiaridades do desenvolvimento infantil. A seguinte, discute a idade apropriada para começar a trabalhar com a informática, sem que essa traga prejuízos ao desenvolvimento da criança, além de apresentar alguns softwares que podem ser empregados como ferramentas educacionais. A seção 5, discute a utilização de AVA´s na Educação Infantil e a última seção conclui este tema.
2 Ambiente Virtual de Aprendizagem
O AVA é uma opção de Aprendizagem dentro das modalidades de ensino oferecidas pela Educação a Distância (EaD). A EaD, pode ser definida como "uma forma de educação, implementada por uma organização educacional, em que os professores e alunos encontram-se separados fisicamente, necessitando para o estabelecimento de comunicação entre ambos, da mediação de algum tipo de tecnologia" (BASTOS, 2004, p. 59). Segundo a minuta do decreto que regulamenta a EaD brasileira, publicado em 29 de março de 2005, defini-se por EaD:
... a modalidade de processo educacional no qual a interação entre educadores e educandos busca superar limitações de espaço e tempo, com a aplicação pedagógica de meios e tecnologias da informação e da comunicação e que tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o mercado. (TEXTO, 2005, p. 1)
A EaD teve início no século XVIII e as primeiras experiências educacionais foram por correspondência. Daquela época até hoje, a oferta de cursos a distância cresceu e novos meios de comunicação foram utilizados para a transmissão de conteúdo, entre eles, o rádio, a televisão e mais recentemente a Internet. Com essa, tornou-se possível à construção de ambientes virtuais de aprendizagem em que a comunicação pôde acontecer independente da hora e do lugar e entre todos os participantes do curso (MORAES, 2004).Na literatura internacional, de língua inglesa, não é percebida uma padronização de termos no que se refere à utilização de tecnologias relacionadas com a Internet para fins de aprendizagem. Podem ser encontrados termos diferentes, que possuem fenômenos idênticos ou muito similares, tais como distance learning, Web-based training, online training, Asynchronous Learning Network, virtual learning environments e-learning e cyberlearning. Entre os termos mais citados aparece o distance learning e o Web-based training e entre os idênticos empregados com significados diferentes está o virtual learning que para certos pesquisadores significa a instrução baseada em simuladores, enquanto que para os profissionais de recursos humanos significa aprendizagem via Internet (TESTA, 2004).No Brasil, os termos mais utilizados para referir-se a educação mediada por computador são: "educação a distância via Internet, ensino a distância via Internet e e-learning". Porém, percebe-se que os termos não possuem exatamente o mesmo significado, mesmo se utilizados, às vezes, como sinônimos, pois "a variedade de conceitos provém do fato que a utilização da Internet como ambiente de aprendizagem pode ser analisada através de enfoques distintos" (TESTA, 2004, p. 12-13).Testa (2004, p. 17-18) compreende ambientes de apredizagem pelas seguintes características:
Tempo: refere-se ao tempo em que ocorre a instrução.
Local: refere-se à localização física para a instrução.
Espaço: refere-se ao conjunto de materiais e recursos disponíveis ao estudante.
Tecnologia: refere-se ao conjunto de ferramentas utilizadas na distribuição de materiais para a aprendizagem e na facilitação da comunicação entre os participantes.
Interação: refere-se ao grau de contato e de troca educacional entre estudantes e dos estudantes com os instrutores.
Controle: refere-se a quanto o estudante pode controlar o andamento das atividades de aprendizagem.
Para Moresco; Behar (2003, p. 2) podem ser considerados AVA´s todos os ambientes computacionais providos de recursos tecnológicos capazes de oferecer aos aprendizes um espaço para troca de informações, reflexão, estabelecimento de relações, pesquisa e elaboração de projetos. Esses ambientes, afirmam, devem ser providos "de uma estrutura composta de funcionalidades, interface e proposta pedagógica, enriquecida de códigos simbólicos, por representações, imagens, sons, movimentos e dispositivos de comunicação síncrona e/ou assíncrona." Além disso, podem registrar e disponibilizar todos os dados de interação dos sujeitos para que tanto esses quanto seus professores possam acompanhar e avaliar o desempenho durante o processo de aprendizagem. Pequeno; Loureiro; Silva (2004, p. 5) apontam que os primeiros AVA´s, foram desenvolvidos e utilizados em cursos a distância na metade dos anos 90. Atualmente, podem ser classificados quanto ao modelo de interação, acesso a ferramenta e natureza distribuída das aplicações. Em modelo de interação, podem ser divididos em ambientes de apoio a cursos - orientado ao aluno ou ao professor, ambientes colaborativos e ambientes híbridos - orientado ao aluno ou professor e com atividades em grupo. Em acesso a ferramentas, em Comercias de Código Fechado, Gratuitos de Código Fechado e de Código Aberto. E, na natureza distribuída das aplicações, podem ser ambientes baseados "no modelo Cliente-Servidor, onde todas as funcionalidades do ambiente de aprendizado se encontram em um servidor remoto e podem ser acessadas através de um cliente WEB."Na área científica, ainda não existe muita concordância quanto ao conceito de AVA´s e suas características por esses se constituírem em uma ferramenta recente de aprendizagem, em fase de desenvolvimento e de estudo. O uso dessa tecnologia aplicada a Educação Infantil é um campo de estudo e experiências praticamente inexplorado. Antes de discutir a viabilidade de utilização de AVAs por crianças, revisa-se na literatura como a aprendizagem e o desenvolvimento infantil ocorrem durante os primeiros seis anos de vida.
3 Desenvolvimento Infantil
Monte; Búrigo (2003, p. 9) consideram que "os primeiros seis anos de vida são de máxima importância para o desenvolvimento do ser humano, pois, ao longo deles, instauram-se e consolidam-se as bases fundamentais para o desenvolvimento da personalidade". Logo depois de nascer, por meio dos cinco sentidos, o bebê começa a aprender sobre o novo mundo que o rodeia. Nessa fase, o cérebro obtém um bom desenvolvimento se a mãe amamenta, fala, abraça e massageia o bebê (COMO O BEBÊ, 2004). É, ainda etapa da vida, na qual "a criança ingressa num mundo de relações sociais que lhe abrirá todas as possibilidades de aprendizado e de constituição de si mesmo como sujeito" (MONTE; BÚRIGO, 2003, p. 35).Quando atinge entre 1 e 2 anos, a criança aprende por meio da curiosidade, da imitação e da imaginação sem fim, começa a identificar partes do corpo e aprende a falar seu nome. Quanto mais é estimulada a falar, movimentar-se e descobrir, maior é o desenvolvimento do cérebro e da coordenação fina dos movimentos. Nesta idade, gostam de brincar de esconde-esconde, de cantar, dançar, bater palma, rolar no chão, imitar pessoas, brincar com caixas e embalagens vazias transformadas em brinquedos e gostam de ouvir várias vezes as mesmas histórias (COMO É A CRIANÇA, 2004a).Entre 2 e 3 anos a criança começa a entender o que pode e o que não pode fazer e, tenta agir sozinha. Durante esses anos, organiza o pensamento e forma frases completas para se comunicar; começa a expressar o que vê e sente por meio de desenhos e de rabiscos e se interessa por brincadeiras e jogos com regras, porque esses apresentam novos desafios. Por exemplo, a brincadeira de roda ajuda a criança a seguir regras, cantar e movimentar-se enquanto que as bonecas ajudam a criar a brincadeira de faz-de-conta, desenvolvendo habilidades sócias e de resolução de problemas. (COMO É A CRIANÇA, 2004a, p. 11). A partir dos 4 anos até os 6, a criança se comunica usando frases completas para dizer o que deseja, sente; dá opiniões e escolhe o que quer. É uma fase em que se desenvolve a criatividade, brinca-se de faz-de-conta, o que acaba de certa maneira deixando os pais preocupados diante de tantas "mentirinhas". Nessa faixa etária, possui mais domínios sobre suas ações e movimentos e já pode ser matriculada na pré-escola. Também começa a interagir com jogos de regras simples e atividades lúdicas e produtivas (desenho, recorte, colagens), pois essas atividades estão dentro da esfera de seus interesses e ajudam a estabelecer conceitos de "iguais", "diferentes", "maior", "menor" e a desenvolver habilidades para a resolução de problemas. Todas essas atividades facilitam o aprendizado da leitura e da escrita (COMO É A CRIANÇA, 2004b; MONTE; BÚRIGO, 2003).É importante salientar que para alguns autores as etapas de desenvolvimento infantil não seguem a ordem apresentada acima. Monte; Búrigo (2003, p. 37-41) dividem as etapas de desenvolvimento infantil e suas atividades em: "1. Etapa das atividades exploratórias e de comunicação emocional (predominante durante o primeiro ano de vida); 2. Etapa das Atividades Intencionais (predominante durante o segundo ano de vida); 3. Etapa das Atividades lúdicas ou da brincadeira (predominante entre o terceiro e o sétimo ano de vida)".
Para Monte; Búrigo (2003) a finalidade da Educação Infantil consiste no desenvolvimento integral da personalidade formada nessa etapa da vida por meio da esfera cognitiva, afetiva e conativa (1). Diante disso, os autores aconselham os professores a trabalhar os conteúdos pedagógicos utilizando atividades lúdicas adequadas a fim de propiciar às crianças possibilidades de desenvolvimento global, pois durante os primeiros seis anos o cérebro necessita além de experiências físicas, experiências sociais e educativas específicas para que atinja seu pleno desenvolvimento. Acreditam que se deve respeitar cada etapa do desenvolvimento infantil usando materiais pedagógicos apropriados que correspondam as diferenças de necessidades e de interesses.Para muitos pedagogos, pesquisadores e entidades, a brincadeira é uma das melhores formas de estimular o desenvolvimento e o processo de aprendizagem natural das crianças. Baseado em Vygotski, Oliveira (1994, p. 45) diz que
A brincadeira fornece [...] ampla estrutura básica para mudanças da necessidade e da consciência, criando um novo tipo de atitude em relação ao real. Nela aparecem a ação na esfera imaginativa numa situação de faz-de-conta, a criação das intenções voluntárias e a formação dos planos da vida real e das motivações volitivas, constituindo-se, assim, no mais alto nível de desenvolvimento pré-escolar.
Já para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) "brincar é a atividade principal da criança. Ao brincar ela desenvolve a atenção, memória, movimentação, equilíbrio e imaginação. Também constrói curiosidade, confiança e auto-estima." (COMO É A CRIANÇA, 2004a, p. 3) Nos últimos anos, as brincadeiras e os jogos tradicionais perderam campo para seus equivalentes eletrônicos, o que gerou uma onda de publicações que tentam avaliar os aspectos positivos e negativos das novas tecnologias, em especial o computador, utilizadas na educação infantil. A seção seguinte aborda esse assunto.
4 Educação Infantil e Informática
Os primeiros usos do computador na educação, segundo Passerino (2004), datam de mais de 25 anos, mas foi somente com a popularização dos computadores pessoais (PC´s) e da Internet, respectivamente décadas de 80 e 90, que as ferramentas tecnológicas começaram a ser utilizadas amplamente na educação. Segundo Matta (2004, p. 1) não se discute as vantagens e benefícios que os computadores e suas redes trouxeram a educação, porém deve-se repensar o uso indiscriminado dessas tecnologias na Educação Infantil, pois na maioria das vezes elas são empregadas sem orientação ou análise de seus prováveis de seus resultados.Para Jane M. Healy, autora do livro Failure to Connect: How Computers Affect our Children's Mind, as crianças devem ficar longe dos computadores até os 7 anos, porque existem outras atividades mais apropriadas para o desenvolvimento do cérebro e do corpo infantil como um todo. (JESDANUN, 2004).No que se refere ao contexto, Matta (2004, p. 2) comenta que "a maturidade e o desenvolvimento das habilidades das crianças pequenas não estão ainda em condições de contato com uma ferramenta de trabalho sobre o virtual ou imaginário. O que pode acarretar até mesmo em prejuízo para o seu desenvolvimento." Além disso, destaca que essas crianças "interpretam suas percepções como sendo real, e assim sendo podem confundir com facilidade fantasia e realidade".Ao avaliar o uso da Realidade Virtual (RV) como uma ferramenta na educação, Roussos (1997) salienta que as pesquisas nessa área ainda não conseguiram comprovar a necessidade da RV como ferramenta educacional visto que não há nada que não se consiga aprender sem utilizar a RV. No entanto, a autora cita três contribuições da RV para a educação: acesso ao inalcançável e irrealizável, representações múltiplas e alternativas e abstrações tornam-se mais concretas.Ao discutir a adoção de computadores e da informática em ambientes de aprendizagem ou para processos pedagógicos, Matta (2004, p. 5) enfatiza que essas ferramentas computacionais estão fora da direção mais recomendável pelos estudos da pedagogia genética (2) e das abordagens construtivistas em geral (3), porque os sistemas computacionais dificilmente oferecem a concretude e as propriedades perceptíveis desejadas para crianças entre 0 e 6 anos. "O virtual, percebido como realidade, pode distanciar a criança do seu desenvolvimento, ou pelo menos fazê-la perder um tempo, que poderia estar sendo dedicado a alguma manipulação ou construção com objetos e matérias." Dentre os riscos apontados pelo autor acima, o contato precoce com o computador pode ocasionar o reforço das fantasias, dificultando a percepção do ambiente físico e, a substituição do convívio real pelo virtual.Uma pesquisa realizada pelo estudioso Raul Sanchez (apud Matta, 2004) com crianças usuárias de computador, revelou que tais crianças apresentavam sérios problemas relativos à consciência de si e de seus corpos. O corpo humano, para as crianças da pesquisa, tinha-se tornado supérfluo, pois no computador podiam chutar, dirigir, pular, andar, subir montanhas e lutar, utilizando apenas os dedos das mãos para digitar ou mover o mouse. Por isso, Matta (2004, p. 7) acredita que a utilização de computadores e de ambientes informatizados na educação de crianças é pouco recomendável. Nas palavras do autor, essa relação parece ser danosa e até perigosa. Talvez por isso, Nakashima (2004) recomenda que as crianças devam aprender a ler e escrever muito bem antes de usufruírem os benefícios da tecnologia, isto é, antes dos 7 anos não estão hábeis a utilizar o computador. Mesmo diante dos questionamentos que permeiam a relação informática e educação infantil, muitas escolas começam a utilizar sistemas de informática educacional direcionados a essa faixa etária. Algumas de forma irresponsável, enquanto outras criam ambientes próprios para o estudo e desenvolvimento dos menores. Como exemplo desse segundo caso, está o Colégio Nobel de Salvador que capacita o corpo docente para utilizar o computador na sala de aula e oferece às crianças a oportunidade de aprenderem utilizando o computador sem se darem conta dessa ferramenta educacional. Naquele colégio as crianças aprender a desenvolver algumas habilidades e percepções concretas por meio de uma mesa de brinquedos, formas geométricas e elementos, controlados por um computador (MATTA, 2004).Nos Estados Unidos, uma pesquisa realizada pela Kaiser Family Foundation, em 2003, revela que 31% das crianças de 3 anos ou menos já estão usando o computador e que entre essas, 16% conseguem ligá-lo e clicar com o mouse enquanto 11% conseguem ligá-lo sem a ajuda de uma outra pessoa. Apesar de a Academia Americana de Pediatria desaconselhar o uso da informática antes dos dois anos, nos Estados Unidos existem softwares educacionais desenvolvidos para crianças a partir dos seis meses. Esses prometem ensiná-las a aprender números, letras, cores, e formas geométricas enquanto outros garantem que crianças entre 2 e 3 anos podem aprender a mexer com o mouse, entender letras, números, música, vocabulário, entre outras coisas (COMPUTAÇÃO, 2004; JESDANUN, 2004).Em contrapartida, um estudo realizado pelas empresas americanas desenvolvedoras de softwares educativos, Brodebund Software, Knowledge Adventure e Byron Press Multimídia, mostrou que as crianças de seis meses não precisam de computador, devem construir a sensibilidade e desenvolver suas habilidades naturais por meio de atividades que as permitam apalparem, cheirar, tocar, mastigar, construir e explorar com base no mundo real. A pesquisa revelou que mesmo as crianças entre 2 e 3 anos podem ser prejudicadas, porque o computador acaba roubando o tempo destinado a prática de atividades normais essências para o crescimento físico e emocional, além de desenvolver doenças próprias do stress adulto, entre elas, dificuldades de relacionamento pessoal e indiferença em relação ao mundo real (COMPUTAÇÃO, 2004).Alguns teóricos e estudiosos da educação afirmam que o uso do computador é prejudicial e compromete o desenvolvimento saudável das crianças. Entre eles, destaca-se Setzer (apud GALLO, 2004, p, 6) que acredita que o computador "desenvolve um tipo de linguagem lógico-simbólica, um pensamento matemático restrito que força o pensamento da criança para este tipo de construção, o qual seria inadequado para essa fase de desenvolvimento humano". Além disso, para o autor, o uso das tecnologias pode levar ao aceleramento do desenvolvimento intelectual da criança, provocando um efeito negativo no crescimento global ao forçar a criança a comporta-se e pensar como um adulto. Para a Aliança pela Infância, organização internacional que congrega educadores, médicos e estudiosos com sede nos Estados Unidos, o uso dos computadores na primeira infância causa: "lesões devido à tensão constante, cansaço nos olhos, obesidade, isolamento social, e, em alguns, o desenvolvimento de doenças crônicas, seja física, emocional ou intelectualmente." (GALLO, 2004, p. 7)Segundo uma pesquisa realizada por Gallo (2002), em salas de aula de educação infantil em escolas particulares de Marília, em São Paulo, as escolas daquela cidade estavam implantando a informática mais por uma visão mercadológica do que educativa e, os pequenos usuários, não compreendiam a linguagem da informática em função de seu nível de abstração. Para a educadora Andrea Ramal, consultora em projetos educacionais, a partir de 4 anos as crianças podem absorver algo de útil dos computadores, porém, nessa idade, o cuidado deve ser redobrado e o ensino planejado e desenvolvido (BERREDÔ, 2004).O Centro Educacional da Lagoa (CEL), onde as crianças começam a usar o computador ainda na primeira infância, inicia o contato com o acompanhamento do professor. Esse deve familiarizá-las com as máquinas e ensiná-las os primeiros passos no ambiente computacional. Nessa idade as crianças se divertem com joguinhos pedagógicos que auxiliem no desenvolvimento infantil. Do lado oposto, existem escolas são tão radicais que desaconselham até o uso da televisão, de video game e de computadores durante a infância. Entre elas, a rede de escolas Waldorf criada por Rudolf Steiner, que acredita que o uso de tecnologias, em especial, a televisão pode atrapalhar ou impedir seriamente o desenvolvimento imaginativo da criança (BERREDÔ, 2004).Do lado dos que discordam completamente do uso do computador como ferramenta educacional, aparece aqueles que acreditam que o computador pode ser utilizado como um recurso tecnológico capaz de beneficiar o processo educativo por meio de suas ferramentas e programas (GALLO, 2004, p. 4; BERREDÔ, 2004).De acordo com Gallo (2002), o governo e as políticas públicas, em relação ao uso da informática na Educação Infantil, priorizam a concentração de recursos para as faixas etárias mais avançadas. Contudo, a Lei de Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil (Parecer CEB 022/98-MEC) faz uma pequena referência dizendo de forma não específica que se articule na Educação Infantil a Ciência e a Tecnologia. Para a autora essa brecha na lei impulsionou muitas escolas a implantar laboratórios de informática sem a devida consciência pedagógica.
4.1 Softwares Educativos
Uma das formas de incentivar as crianças com a informática e não excluí-las do mundo digital pode ser realizada por meio de jogos criativos e de programas de desenho e pintura adequados à faixa etária. Os jogos desenvolvem a capacidade de resolver problemas, o pensamento crítico e o raciocínio lógico ao passo que os programas de desenho e pintura, desenvolvem a criatividade e a imaginação infantil. Respectivamente podem começar a serem usados a partir dos 3 e a partir dos 4 anos (COMO INCENTIVAR, 2004). Os softwares educacionais quando inseridos nas escolas tornam-se um recurso auxiliar no processo ensino-aprendizagem. No mercado existem alguns tipos desenvolvidos para a educação que reproduzem a concepção empirista, isto é, o aluno torna-se passivo no recebimento de informações, a única diferença é que ao invés de escrever com lápis e papel, o aluno digita. Ao lado desses softwares educacionais existem aqueles produzidos pela indústria do entretenimento que apresentam caráter educativo. Nesse segundo grupo, destaca-se o LOGO, uma linguagem de programação que permite às crianças programarem o computador brincando. Essa atividade faz com que realizarem simulações e aprendam a teoria de forma prazerosa e criativa. Por meio dos jogos educacionais as crianças também podem realizar uma aprendizagem produtiva, divertida e prazerosa (NAKASHIMA, 2004).Segundo Balestro; Montovani (2004, p. 2) "[os] jogos educativos têm sempre duas funções: 'uma função lúdica, na qual a criança encontra prazer ao jogar, e uma função educativa, através da qual o jogo (...) ajuda a desenvolver o conhecimento da criança e sua apreensão do mundo'". Tanto os jogos quanto os softwares educacionais se constituem em uma excelente ferramenta educacional se utilizadas adequadamente, pois podem ser mais motivadores e significativos do que o método tradicional de ensino. Além disso, conseguem contemplar várias inteligências ao mesmo tempo. Para Gardner (1995) a inteligência consiste na existência de diversas competências intelectuais humanas relativamente autônomas, e que podem ser modeladas e combinadas em uma multiplicidade de maneiras adaptativas por indivíduos e culturas - pluralização do intelecto. Segundo Armstrong (2001) a aplicação tecnológica mais atraente envolvendo as Inteligências Múltiplas de Gardner pode estar na área de hipertexto, pois com software multimídia pode ser desenvolvido um projeto em Cd-rom que incorpore várias inteligências ao mesmo tempo. O apresenta os softwares desenvolvidos para funcionarem com as Inteligências Múltiplas.
Outro recurso excelente para a aprendizagem, para Balestro; Montovani (2004) é a hipermídia, multimídia mais hipertexto, pois permite ao aprendiz interagir com o software por meio de várias inteligências. No entanto, cabe ao professor encontrar a melhor forma de inserir jogos e softwares educativos que levem a um melhor aproveitamento discente no que se refere às Inteligências Múltiplas. Vale lembrar que por mais atraente que sejam as ferramentas, essas não substituem a presença do professor. O projeto "Brincando com Kauê", desenvolvido por Balestro; Mantovani (2004), propõe a criação de uma hiperhistória para auxiliar no desenvolvimento das múltiplas inteligências de forma lúdica, prazerosa e interativa. Aliando-se, assim, as vantagens dos sistemas hipermídia ao desenvolvimento do conjunto de habilidades que formam o potencial intelectual do indivíduo. Para esses autores, a hiperhistória, destina-se a crianças entre 5 e 6 anos, porque nessa idade começam a usar os símbolos mentais (imagens ou palavras) para representar objetos que não estão presentes, bem como aprendem que é possível representar simbolicamente um objeto, separando o significante do significado, o real do virtual.
5 AVA's na Educação Infantil
A educação a distância na Educação Infantil e no Ensino Fundamental deve desempenhar apenas função complementar (BRASIL, 1998). Mas, o que fazer segundo Passerino (2001), quando "as crianças chegam a escola 'impregnadas' de tecnologia" e esperam utilizá-la para aprender? Para a autora, não há dúvida de que o computador possa ser usado como ferramenta auxiliar no processo de ensino-aprendizagem e que a utilização permite um processo de ensino-aprendizagem diferente, entretanto, será que a informática melhora substancialmente a aprendizagem? Outra pergunta, será a utilização do computador, para criação de ambientes de aprendizagem, é uma das tantas possibilidades de sua aplicabilidade na educação?Para obter um bom desempenho do aprendiz ao utilizar ferramentas tecnologias na educação é conveniente criar um ambiente de aprendizagem centrado no aluno como agente ativo, é necessário ainda "considerar que o ambiente deve prever não apenas apresentação de situações de aprendizagem, mas também, permitir ao aluno prever a criação de novas situações..." (PASSERINO, 2001, p. 5)
Entre os projetos de ambientes virtuais que utilizam diferentes concepções pedagógicas para promover uma estreita relação entre os aprendizes e as novas tecnologias, destacam-se o NICE e o Crianet.
5.1 NICE
O NICE é um projeto de AVA desenvolvido pela Universidade de Illinois em Chicago, em 1996 para crianças, entre 6 e 8 anos, que utiliza algumas teorias pedagógicas para promover a aprendizagem em um ambiente virtual (NICE, 1997; ROUSSOS et. al, 1997). Segundo Roussos et al. (1997); Santos (2004), esse projeto é baseado em teorias de narrativa, construcionismo e colaboração. É um projeto implementado em um CAVE, "um ambiente de realidade virtual do tamanho de uma sala, onde várias pessoas podem se mover livremente, tanto física como virtualmente" (SANTOS, 2004). Para essa autora, nesse ambiente, que combina idéias da teoria de aprendizagem construtivista e técnicas de narrativa e colaboração, os estudantes adquirem o conhecimento através da participação em atividades ou tarefas onde são estimulados a construir, manipular, e explorar objetos. No NICE, é possível realizar a construção com blocos de construção virtuais, que são modelos VRML, com características que brinquedos físicos ou ferramentas de aprendizado não possuem: as crianças podem pegar objetos pesados ou grandes, transferi-los para outras crianças remotamente localizadas, combiná-los em novos objetos, ou simplesmente observar modificações em seus atributos com o tempo. (SANTOS, 2004)Roussos et al. (1997) explica que esse projeto fornece um cenário atraente onde as crianças constroem e cultivam ecossistemas virtuais simples, colaboram via rede com outras crianças localizadas remotamente, e criam histórias a partir das interações com o mundo real e virtual.Os objetivos desse projeto, segundo Santos (2004), são:
aprendizagem a partir de múltiplas perspectivas;
aprendizagem como colaborar com outras pessoas;
aprendizagem pelo controle e exploração de variáveis do ambiente;
programação por demonstração,
exploração de estruturas de histórias e criação de um ambiente final.
Para Santoro; Borges; Santos (1999) neste ambiente a colaboração é reforçada por meio "da combinação de interação em comunidades virtuais (estudantes geograficamente separados) e físicas (estudantes no mesmo espaço físico), podendo envolver verbalização, decisões coletivas, resolução de conflitos e ensino recíproco, que são atividades facilitadas através das técnicas de realidade virtual empregadas."
5.2 CRIANET
O CRIança na InterNET (Crianet) é uma plataforma de software, um ambiente virtual coletivo para crianças entre 9 e 11 anos, que tem como pressuposto o interacionismo Piagetiano, trabalhando o desenvolvimento infantil dentro de uma concepção epistemológica construtivista (LEITE; BEHAR, 2003, p. 1)Segundo Leite; Behar (2003), esse ambiente virtual é destinado às crianças de uma escola municipal de Porto Alegre que não possuem computador em casa, integra ferramentas de comunicação síncrona e assíncrona, possibilitando a interação entre crianças na Internet e, disponibiliza as seguintes ferramentas: fórum, perfil, biblioteca, banco de figuras.
No fórum, que é encontrado na sala, as mensagens são colocadas uma embaixo da outra, seguindo uma ordem cronológica de envio. No perfil, disponível no quarto, o morador pode se apresentar e colocar sua imagem, também pode acessar o perfil dos colegas. Na biblioteca, encontrada no cômodo homônimo, pode-se publicar e acessar os arquivos do grupo. Por fim, o banco de figuras, disponível fora e dentro da casa, nos locais com pontos de interrogação. Nesses espaços, o usuário pode inserir uma figura enviada por ele ou por algum colega, a mesma fica visível a todos do grupo. (LEITE; BEHAR, 2003, p. 543)
Ao observar a interação das crianças no ambiente e as trocas entre elas através do ambiente, Leite; Behar (2003, p. 547) verificaram "um processo complexo de compreensão das possibilidades encontradas em um ambiente virtual voltado à coletividade", caracterizado pela ação prática, pensamento egocêntrico e pensamento operatório. No primeiro, que enfocou as regulações sensório-motrizes, percebeu-se que "as crianças clicavam nas animações e nos links sem a intenção de chegar a um local específico, apenas explorando de forma lúdica os diferentes caminhos." No segundo, "negavam a existência de contribuições de outros sujeitos no CRIANET, voltando-se apenas para as suas próprias ações." E, no último "apresentaram reversibilidade de pensamento e efetivaram trocas entre os colegas através das ferramentas."
6 Considerações Finais
Diante das pesquisas realizadas pode-se concluir que ainda não há consenso sobre a idade ideal para a utilização da informática na Educação Infantil. Quanto a utilização de AVAs nessa faixa, não se encontrou nenhum exemplo destinado a esse público. Os ambientes que existem focam em um público mais velho, o NICE entre 6 e 8 anos e o CRIANET entre 9 e 11 anos. No Brasil, a maioria das escolas que inserem a informática no ensino infantil é particular, tentam combinar um modelo híbrido de aprendizagem incorporando no ensino presencial sistemas e softwares educativos. As tecnologias empregadas para isto são a Realidade Virtual e a Hipermídia como ambientes interativos e de aplicação lúdica.As possibilidades que surgem a cada novo avanço tecnológico permitem aos educadores pesquisarem e depois promoverem uma educação realmente diferenciada. Os AVA's se forem desenvolvidos dentro das considerações que psicólogos, pedagogos e estudiosos fazem a respeito do processo do desenvolvimento cognitivo e emocional do ser humano, podem realmente revolucionar a Educação Infantil e o Ensino Fundamental. Desenvolver ambientesvirtuais de aprendizagem é uma tarefa multidisciplinar. O estudo da interação homem-máquina realiza-se cada vez mais em torno das complexas teorias da psicologia cognitiva, da semiótica e da ergonomia. Verifica-se, também, uma lacuna no tocante ao projeto de interfaces educacionais. Para obter um maior aproveitamento de instrumentos informáticos na Educação Infantil não é suficiente apenas saber utilizar os recursos de hardware e software e se manter atualizado com as últimas novidades do mercado de software didático. Faz-se necessário entender que a escolha crítica do momento e do modo como deve ser utilizado um instrumento, como a tecnologia, pode propiciar grandes benefícios ao processo de ensino-aprendizagem infantil, da mesma forma que o seu uso abusivo pode gerar verdadeiras distorções.